sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Acréscimo ...




Há que se ter um almoxarifado, em mim.
Um galpão, uma dispensa para aqueles sentimento e pessoas indispensáveis.
Tínhamos que ter construído uma fortaleza.
Uma muralha, um muro de arrimo para conter essa enxurrada de amor.

Esse ice Berg, instalado nos lábios do meu estomago.
Esse arrepio performático, de dar inveja à um ouriço.
Essa sensação, tamanha, sobretudo estranha.
Esse mix de tudo um muito, hoje desmedido, pede abrigo.

Que eu tenha espaço suficiente, para acrescer-me.
Que  minhas fronteiras, sejam divisas de bonança.
Que meu conteúdo, se funda com êxito.
Só não se  assuste, se por falta de espaço, neste transmutar de ano, houver em mim,  uma erupção, um derrame  de paixão.

Cristiane, acrescida.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Injusta...




Eu sei ser injusta ...!
Sei fazer manha, bater o pé e fazer bico!
Não terei complacência, contigo.
No momento estou preocupada, somente comigo!

Tenho saudades, tenho pressa.
Quero que dê seu jeito.
Que se  sacrifique, que sofra no meu intuito.
Que venha à cavalo.
Que traga seu Sancho Pança.
Que chegue, empunhando uma lança.

Cristiane, Dulcineiando.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

E agora?




Eu não esperava por isso, olha que já esperei por tantas coisas.
Por tantas pessoas, por tantos momentos.
Já esperei um tanto maior de você, hoje se me der, tenho medo de não me caber!

Eu seguia, fingia que não ligava e não ligava...mas,  atendia.
Dava de ombros à sua ausência, muitas vezes reclamava outras tantas...
... só deitava, chorava, sofria.

Tenho a impressão, que não estou sabendo lidar com isso.
Tenho  caçado subterfúgios, me agarrado às margens, ensaiado uma fuga.
Outro dia me peguei trançando um lençol, eu tenho tentado de tudo.

Lembra da minha bússola?
Devo procurá-la no fundo de alguma gaveta. Vai tempo que não a vejo.
Andei à deriva.

Tenho os lábios secos, o estomago revirado, sem rumo estou.
Apita um alerta, em meus ouvidos o tempo todo...
Cuidado, ele chegou...aparentemente mudado...no entanto... redobre o Cuidado!

Cristiane, perdida

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Chega...



Por favor, chegue sem alarde... algo dentro de mim ainda arde.
Algo que não se sabe ao certo, se arde pelo fim ou pelo meio.
Por algo que ficou ou pelo tanto que faltou.

Por gentileza, avise antes de chegar, meu coração pode não agüentar.
Já me foram feitas tantas surpresas, nem todas eu consegui ver beleza.
Ainda tenho a alma, assustada.

Por obséquio, se vai vir, venha calmo, resignado.
Não chegue afoito, como sempre veio.
Respire e me deixe respirar, não chegue certo de que ganhou esse torneio.

Por decência, não me tome nos braços, não  beije-me  assim que me vir.
Dê-nos um tempo, deixe eu também decidir.
Chega!
...mas chega logo!

Cristiane, aguardando sua chegada!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dúvida.



Imperfeito.
Seria  uma definição dura, porém honesta, sobre a variação de um mesmo tema.
Seria uma constatação antecipada, porém muito bem analisada.
Seria a última martelada de uma jangada, aparentemente sempre inacabada.

Impossível.
Unir o côncavo e o convexo, o fim de dízimas periódicas?
Questões com fins definidos e não aceitos.
Sentimentos incontidos, transbordados, jamais reprimidos.

Questionável.
Fica a incógnita, de qual de nós dois, busca a tal da perfeição.
Quem puder mais, neste caso, goza menos?
Seria de bom tom, arrancarmo-nos sangue, até que não tivéssemos mais fôlego?

Paupável.
Perfeito seria a mesmice da falsa crendice, do felizes para sempre?
Ou esse nosso eterno relacionamento ioiô, esses términos dignos de um palco bem iluminado e aplausos efusivos?
Essas voltas, cinematográficas, com estouro de bilheteria?

Cristiane, atordoada.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dando um parecer...



Existem formas e formas de você chegar-se à mim.
São muitos caminhos e alguns deles, ilusórios.
Gostaria de poder dar dicas, soprar respostas em seu ouvido.
Burlar minhas próprias regras, seria divertido.

Torço por você, até porque de alguma forma, eu te escolhi.
Mas sinto por não poder fazer, muito mais que isso.
Tenho que alertá-lo, ter-me tem seus muitos riscos.
Algo me diz, que sua zona de conforto, te livrará de todos eles.

Favorecer-te com um gabarito antecipado e bem descrito, ia me fazer bem.
Ver seu êxito, ainda que com meu consentimento, seria vitória nossa.
Ajudá-lo a me redescobrir, seria um bom trabalho de equipe.
Ganho eu, ganha você.

Pena isso não poder dar-se.
Ainda tenho uma veia, muito forte de sadismo.
Faz-me feliz, vê-lo no labirinto e sobretudo, ver-te toda hora desistindo.

Cristiane, apenas olhando.






segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Aguardando.



Tenho deixado o tempo  passar...por mim!
Tentando demonstrar uma paciência que não me  é costumeira, peculiar.
Maquiando uma urgência, que no momento não me é favorável, deixar transparecer.

A cada amanhecer, mudo a tática.
Sou muito,digo, estou muito desesperada, para aguardar  resultados.
Sei, tempo ao tempo, ainda é uma boa máxima.
Mas, não me desculpe por isso, não sei esperar.

O exercício é respirar fundo, antes de agir.
Mas me embanano toda com regras...quando vejo...
Já fiz, já disse, já tenho que desmanchar, refazer.
O senão, é que em dado momento me falta fôlego.

Voltar atrás, nem é de todo mau assim.
Porém o ter que me reinventar, à todo momento, me  drena.
Passa-me aquela brisa do duvidar-me, e eu, em um esforço surreal, busco um sopro do âmago, para que as velas se movam à contento e meu veleiro... volte à navegar.

Cristiane, treinando esperar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Provoca?



Provoca-me, como quem cutuca a onça com jaula aberta.
Como quem despreza o medo, como quem cultiva o receio, por perto.

Provoca-me, como quem invoca o lado b.
Como quem faz de tudo, para tudo inverter.

Provoca-me, com ar de quem não liga.
Como quem me liga, sabendo que não vou atender.

Provoca-me, de forma explicita.
Como quem mexe comigo, me faz arder.

Provoca-me, ao ponto de por tudo à perder.
Como quem, domina a situação e me faz ceder.

Provoca-me, erupção.
Como quem, ainda não me conhece...não... !

Cristiane, provocada.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ontem Transbordei.



Ontem quando cheguei, eu estava de um jeito.
Um jeito só meu, um tanto desajeitada e como sempre, muito bem colocada.
Não que eu estivesse desavisada.
Quando chego ali, chego preparada.

Para o que der e vier, normalmente sempre um mix de tudo.
Saio pra ir lá, disposta, aberta.
Chego de lá... acrescida, repleta.
De conhecimento, carinho, amor e o sentimento de que ainda se tem muito à fazer.


Creia, tem coisas que eu nem tento entender.
Não ali, alí eu chego para aprender, o meu questionar ás vezes dá lugar, ao fazer valer.
Ontem lágrimas pularam de mim, foi uma emoção tão forte, inesperada e bem vinda.
Eu aviso que meu choro é tão solto, quanto o meu sorriso, deixei meus olhos transbordarem.

Meu coração  que estava cheio de saudade, não represou a emoção.
Minha mente que normalmente tem tantos se nãos, se livrou de alguns, deu passagem à minha emoção.
De tudo que me ficou, fica a máxima de que eu estava entre os meus.

Cristiane, agradecida pela emoção.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Manha ao amanhecer.




Hoje acordei, com meu queridinho à minha janela.
Quando entreabri os olhos, ele piscou pra mim.
Sorriu seu melhor sorriso, simples  e complexo, assim.

Eu  mole, molinha, sonolenta, cheia de manha, quis voltar a dormir.
Espreguicei cheia de malicia, ao me virar, deixei parte do corpo aparecer
Nesse ínterim, eu  sentia seus raios, seu calor em mim.

Pensei, se eu abrir os olhos, acabo com a poesia.
Fiquei ali, com a respiração calma, com movimentos leves, deixando o lençol correr de mim.
Ele ali, velando meu sono, zelando por mim.

Fiz manha, charme e me insinuei.
Ele não se fez de rogado, ficou bem mais forte, brilhou firme...
Acolheu-me, tomou-me em seus braços.
Acompanhou-me  até aqui .

Cristiane, falando de seu queridinho, o sol!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sucumbir...



Não me tente, ou até tente, eu vou resistir.
Já demos no que demos, sem nos reprimir.
Já fomos o que fomos, não vale insistir.

Por tudo que já dissemos, cabe nos distanciar.
Por tudo que não precisamos falar, faz-se desnecessário me encurralar.
Por essas e por outras, favor me poupar.

Dentre tantas e tantas coisas apreendidas, não apreendestes...me deixar?
Foram tantos e tantos ensinamentos, vivencia e ainda me vês como conveniência?
Faça da tua volta, uma volta só tua, não desejes que eu tonteie nessas voltas só suas!

Cristiane, ponto.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os Meus...





Passo dias, com cara de quem jamais tomou um banho de água fria.
Com pose de quem  nunca, acorda descabelada.
Com unhas tão bem feitas, que dariam inveja às madames  da alta.

Um salto maior que o outro, uma echarpe mais bem colorida que a das outras.
Um olhar enigmático, pra Sherlock , nenhum aguar-se, aliás, aguçar-se!
Ar blasé,  confiante, altiva e pasme ...inquieta.

Então... chega-me os meus, chego-me aos meus.
Basta um abraço e eu suo, tremo...envolvo-me...envolvo-lhes.
Não é o ritmo que me ensandece e sim a música  e os meus, que me deixam louca.

Ali eu pulo, mais que pipoca na panela.
Toda hora abraço, digo que amo eles e elas.
Nestes momentos sinto-me una, muito prazer, eu sou aquela de ontem e também sou essa!

Cristiane, falando dos seus.




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Negação!



Não me parecia certo, preparar-me.
Aguardar, desejar era questão de honra.
Mas, preparar-me seria  submeter-me.

Finjo ser pega de surpresa.
Deixo que ache, que eu não lhe esperava.
Que de repente, me surpreende.

Nego-Lhe, aproximação.
Quando chegares, estarei inalcançável.
No entanto... à seu aguardo.


Cristiane, negando-se.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Excedida



Tentando explicar em miúdos...dilacerar, esmiuçar tudo.
Deixar as coisas mais claras.
Descrever o que não se pode ler.

Algo como por os pingos nos is. Explicar a criação divina.
Uma coisa parecida, com excesso da falta ou seria a falta do excesso.
Uma intoxicação  abrupta.
Desejada, mas nunca esperada.

Uma dose cavalar, daquelas de  derrubar o rebanho.
Por tudo à perder, danar-me, enlouquecer.
Parecido com um eclipse, um anoitecer  ao meio dia.
Tão intensa que o cérebro tende a se colocar.
Retoma seu papel e põe-se a avisar: corra ou morra do excesso dessa orgia.


Cristiane, lidando com o excesso.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Moldes e Desejos.




Que tantas formas, me foram oferecidas.
Que tantos moldes, me foram impostos.
Que tanta força, me manteve integra.
Que tanto desejo, me fez imune,viva.

Seria incoerente, após tanta  luta por diversidade.
Optar pela, igualdade.
Que o poder ser diferente, me faz brilhar os olhos.
Acordar mais crente.

Que a bandeira do não é necessário,  me apoiar, apenas me respeitar.
Mantenha-se hasteada.

Que a batalha seja diária, que meus achismos sejam levando em conta.
Que os obstáculos sejam transpassados, que os arranhões sejam curados.
Que fique a lição do vale a pena.
Que quando não valha, que a pena me seja branda.

Cristiane, em luta

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Por partes...



Não sou dada à maré mansa...
Gosto de tornados, ondas, tsunamis me atraem.
Quanto mais o barco balança... mais eu me jogo.
Mais eu gosto.

Diriam  que  soa estranho, eu enjoar tanto...e adorar navegar.
Ser tão enjoada..., já me cabe mais, tornar-me enjoativa é  um risco, que ouso bancar.
Há quem diga, que a maré não está para peixe.
Já eu prefiro afirmar, que seja como for, terei uma latinha de atum escondida, ao meu dispor.

Para que exista um divisor, há que se ter alguns percalços e muitos dividendos.
Ainda que eu conte, escolha, separe e divida irmana mente...
Nem todos sairão saciados.
Até mesmo as partes iguais, são desproporcionais.

Cristiane, dividindo-se.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Primavera, chegou



A primavera chegou e eu, não  falei sobre ela.
Não à recepcionei, como de costume.
Não corri e abri a porta, não fiz festa, me fingi de morta.

Eu que espero ansiosamente, por sua chegada.
Planto sementes, águo...busco sombra ...
Não lhe dei boas vindas, estava ocupada.

Debatendo-me com meu egoísmo.
Ocupei-me em recolher, as folhas secas do outono.
Preocupei-me em saber se meu tronco,  ainda tinha vida...
... andou tão ressecado, tão ressentido...

Hoje acordei e vi que ainda é tempo...
Quero reverenciar a estação do ano, que mais me sinto florescida.
Que eu renasça...em cores, bela e de amor embevecida.

Cristiane, florindo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Incompatível...




Se me queres igual, sinto por mais que eu me esforce, não chego à isso.
Tenho crenças, porém,  muito mais descrenças.
Penso antes, durante e depois...

Falar e expressar  minha opinião, é inerente à sua razão!
Se não se pré dispõe a me ouvir, como me saber?
Se não queres nem  mesmo saber-me, será desnecessário ter-me.

Que a volúpia e o desejo, tem seus dividendos.
Necessito concretizar...
Prometeu, cumpra... pague o preço.
Se falo demais, cale-me com teu beijo!


Cristiane... falastrona.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Jogo...



Para que dê certo, esta parceria...
Eu cedo um tantinho, você retrocede um pouquinho.
Você me ataca, eu reajo.
Eu corro, você me abraça.

Impressionante, desta vez eu não levo cartas nas mangas.
Meu blefe, não esta sendo aceito.
Meus toques, não estão sendo entendidos.

Existe sim uma jogadora nata, em mim.
Talvez  em férias...?
Permanentes... ?
Ou me testa, rindo-se de mim ao longe.

Debato-me minuto a minuto, rodopio, digito, surto!
Estou sem diretriz,  me perdi.
Não sei em qual tempo do jogo, me encontro.
Hoje perco-me, desencontro.

Cristiane, na jogatina !

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Acalorada



Trago uma ruga na testa....
Uma feição introspectiva, para o momento presente.
Chega-me o passado em avalanche.
Trás o presente em discordância, um futuro prometido e claro, não cumprido.

Chego a sufocar, sou adepta de tempos quentes.
Gosto quando arde, quando queimo.
Incomoda-me a fumaça, que teu alarme propaga.

Vai chegar, chegue, mas não se achegue muito.
Aproxime-se somente o necessário,  suficiente para não causar maiores danos.
Após a convalescência dos últimos tempos, fraca me sinto, quando forte me acho.


Foi difícil reerguer-me, complicado manter-me.
Calcule  ceder!
Vem furacão, envolve, aperta, dilacera, mas poupa-me da opção de não sucumbir-me.
Se ficar em minhas mãos, não sinto em dizer...
Elas não irão de encontro às suas!


Cristiane, quente.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quente


Para que não haja, dúvidas.
Para que não se tenha, ressalvas.
Para que não sejam  lançadas, polemicas.
Para que não entre para a história.


Recuso-me.
Não darei explicações.
Não aceitarei, questionamentos.
Basta, que eu me entenda comigo.

Vale a pena citar, que obedeço meus desejos.
Algumas vezes, reluto, brigo, até porque ...
... os prevejo.

Hoje bailo, não muito confortavelmente, cantarolando....
Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas...aprendendo ...


Cristiane, fervendo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ai de mim...




Hoje acordei rezando, pedindo, rogando.
Em verdade, foi acidental.
De modo súbito fui atropelada abruptamente, por sentimentos.
Acreditando estar imune, abri a guarda, me encontraste desarmada.


Hoje acordei, sonhando, soluçando, agonizando.
Como dominós enfileirados, um toque em apenas um...
Deu-se a danação, deu-se a sobreposição.
No campo seco, ressuscitaram os enraizados, brotaram outros tantos, mais ousados.


Hoje acordei,  enferma, acamada, amada.
Adentrei o vale dos quem amam em vão, pela entrada de emergência.
Ainda na maca,  tentei manter a consciência, fiz menção de ergue-me...
Tonteei, bambeei, te liguei.


Cristiane, estremecida.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Viva em mim!




Suspirando aos quatro cantos, aguardando um respaldo, um acalanto.
Propagando ao vento,  no intuito que ele leve  o peso, que trago aqui dentro.

Comungo Neruda, como ele, tenho um amado, que eu não o ouço e ele não me escuta.
Exalo Drummond, amo com a simplicidade com que pisco e a complexidade com que meu sangue, alimenta minhas artérias.
Como se pouco fosse, trago... gole à gole,  Florbela Esperanca.

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que 
nem mesmo eu compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!Florbela Espanca

Quando me pego, recorrendo aos meus Heróis ...temo.
Temo por mim, chego a temer por ti.
Para  incomodá-los... já alguns caminhos percorri.
Já devo, sem perceber, ter perdido o sono, revirado-me em meu leito, até quase desfalecer.
Meus olhos já devem ter marejado, até transbordarem... Tudo isso, sem eu perceber.

Se a luz vermelha acendeu, é hora de entender.
Se o alerta, foi dado, é hora de me render.
Que venha, o inesperado.
Que me chegue, VOCÊ!

Cristiane, vivendo impasses.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Urgente !!!




Atenção, faz-se necessária sua presença.
Basta, desta ausência corporal.
Urgência-se seu toque, em mim.

Favor, apresentar de imediato, sua respiração, no local indicado.
Ofegante que seja, mas que esteja próximo aos meus ouvidos.

Siga em frente e não corte caminhos, chegue o mais breve possível, seu corpo ao meu.
Solicita-se, suas mãos em minha nuca, sua boca em minha boca.
Sua vida, em minha vida.
Chegue, chega!

Cristiane, urgenciando-me

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Só um toque!



Para que firme, como aviso.
Para que soe, como alerta.
Para que não fique, o dito pelo não dito.
Tome cuidado, comigo!

Se me quer por perto, esteja certo disso.
Antes da decisão...
Preste, bastante atenção...
Releia-me.
Reveja-me.
Contabilize-me.

Pelo simples fato, de que eu testarei você!
Vou questioná-lo.
Analisá-lo.
Indagá-lo.
Como inquiridora, vou lhe tirar a verdade, ainda que a verdade seja a minha !

Por fim e não tão somente para o fim, se ainda fizeres questão de mim.
Tome-me nos braços, aperte até que eu perca o fôlego, não deixe espaço, nem mesmo para meus pensamentos, entre nós.
Me beije como se fosse, nesse beijo, carimbar minha vísceras, como suas.
Esteja avisado e dê-se por satisfeito!

Cristiane, dando  só um toque!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Entre...



Seja bem vindo...
Esteja você, indo ou vindo, o que a mim nunca é muito claro.
Caso esteja chegando, avise.
Caso esteja indo, deixe um recado.

A dúvida  aqui é  a virgula, que vem pontuando minha vida.
Separando, juntando, vem alterando pronomes, verbos, predicados   e sujeitos.
Adentre e instale-se.
Se por ventura chegar, sem jeito...
Ajuste-se da forma que só você saberia fazer...
Sente, deite,  esparrame-se.
Solte piadas, sem graça, faça conotações distorcidas, alegações esdrúxulas, comparações absurdas.
Vou rir, brigar, estrebuchar, dar de ombros,  só não devo me espantar neste momento.

O porteiro já terá liberado sua entrada, antes mesmo que eu seja  avisada.
Meu animal de estimação, já vai ter te lambido.
Você, deverá reclamar que  o ponto da carne, não está a contento.
Entre todas estas ações, em algum momento despercebido, eu já terei me rendido.

Cristiane, adivinhando chuva.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O peso do inverno em mim.




O frio, me trás uma sensação de realidade.
Ainda que nublado, tudo fica tão nítido.
Acordo mais séria,  logo, sou levada a refletir mais seriamente no decorrer do dia.

Tenho espasmos de frio e de preocupações.
Tremo  não só com o vento que toca minha face, tremo também com as obrigações que me rondam.

À tardinha, cai uma nevoa, que fica bem baixinha.
Um chá quente, alguns afazeres ainda pendentes.
Sou levada à dispor de tanta atenção, que a tensão,  não me dá espaço nem mesmo para uma bolachinha.

Saio, tranco a porta, com  a impressão  de que amanhã,  por mais que eu faça,  não será diferente.
São tantos à fazeres, que  mesmo sabendo ter feito muito, não cheguei ao fim.
Pensando bem, ainda bem! O fim me dá a impressão de que tudo acabou.

Um círculo de ações viciosas, que quando vistas no inverno, pesam.
O que me faz  chegar a conclusão, que quando chegar o verão, nada mudará.
No entanto, terá um sol a me abraçar,  raios de luz a me encorajarem.
Que mesmo sem tempo de me abanar,  terei mais sorrisos à dar!

Cristiane , pesada.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Tecendo-me!




Surge, uma necessidade de sentar-me, em uma  poltrona bem torneada.
À frente de uma lareira, em uma sala bem decorada.
Servir-me de um chá inglês,  em uma xícara de porcelana bem lustrada.
Tecer à pontos largos, porém firmes, questões e sentimentos em mim, desfiados.

Tear apoiado nas pernas, cobertas por uma bela saia rodada.
Semblante pesado,  preocupado, introspectivo, focado.
Em pequenos goles de chá, que me fazem apenas molhar o batom claro nos lábios, sigo alinhavando métodos, táticas,  projetos, objetivos, desejos incontidos.

O cuidado para se estar com o dedal, a dificuldade em optar por determinadas linhas e agulhas, o esforço constante, para que um resultado condescendente  me chegue.
Fazem-me ainda mais atenta, feliz e satisfeita.
Dizem ao meu cérebro, gritam ao meu peito, que bordar e costurar é como se viver!

Há que se ter calma, preparar o ambiente, dar-se o melhor, para resultar-me no melhor.
Há que se fazer arremates, customizações, cortar, remendar, pregar, pinçar e quase sempre alargar.
Que minha vida, nada mais é que um tecido cru, onde eu transformo todos os dias, de acordo com a forma que sou e local onde vou e estou.
Hoje bailo, com um longo de corte godê.

Cristiane, em reforma.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Apaziguando



Tenho a impressão que novos  e melhores tempos, espreitam-me.
Vai-se tempo, que me observam, medem, conferem, calculam-me.
Algo como uma prova dos nove, com dividendos reais, com lucros  resultantes em dízimas periódicas...

Reticências, prolongam meu estado de felicidade...
Permitem-me pensar... um tantinho mais além.
Presenteiam-me com aqueles segundos preciosos,  imprescindíveis a seres afoitos como eu.

Hora vento, hora abrando, queimo, refresco.
Fervo, morno, construo, destruo, confundo.
Esclareço-me em versos!

Há de chegar, tomar-me e aos gritos jurar não me deixar.
Pensarei em relutar, mas me darei por vencida.
Haverá motivos  que sobrem, transbordem , inundem-me com possibilidades, desejadas e  bem vindas.

Cristiane, em paz!


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Meu querido, estranho!


Estranho eu vir, que não  te alteras.
Não modificas, mantem-se.
Quem olha de perto, crê.
Quem escuta teu sussurrar...não teria porque, duvidar-te.

As promessas e afirmações são tantas.
O firmar, que nada é mais como antes... parece-me tão verídico.
Acreditar, às vezes vem à calhar.
Levo mais fé em você, do que possas te convencer.

Até porque, qual seria a necessidade de dispor de tanta energia, propagando um crescimento interno e depois, não caminhar e desfrutar dessa trilha?
Por favor, não me responda.
Seja qual for a resposta, não me convém obter.

Ficam questões no ar, mas logo vem uma brisa e leva isso tudo.
Mais dia, menos dia passa um vento e trás à tona o verídico e o  veredicto.
Estranho, eu sem querer, visualizo teu mundo.
Estranha eu, não me penalizo por teu rumo.

Cristiane, falando de um estranho.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Apreendendo...



Meu erro, foi você, ser você.
Não foi mandar...demais
Nem mesmo, obedecer...

Meu erro foi ser você e não estar com você.
Foi querer, de mais e conseguir.
Almejar e obter.

Rogar por um homem, com um diferencial.
Por sorte e merecimento, tê-lo em você.

O não abrir mão ...
Jamais deixar de dizer não...
Fazer questão de mim...
Foi onde não errei a mão, estes foram meus acertos.
Meus créditos, minha absolvição.

Cristiane, eterna aprendiz.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Tempo.




Em algum momento, deixa-se de sentir falta do que não se teve.
De chorar o leite, que jamais foi ao fogo.
De maldizer o desgosto, do gosto que não se sentiu.
Friamente.

Pensando bem, não há o que lembrar, o que querer reviver.
Damo-nos conta, que o faz de conta, era tão bom, tão teatral, que nos deixamos levar.
Embarcamos nos desejos, nas necessidades e optamos por acreditar.
Piamente!

O Sr. Tempo, nos chama à razão.
Adentra nossa vida ,com um contrato vencido em mãos.
Dita regras, ameaça-nos com severas multas.
Impugnação.

Juntamos, migalhas dos nossos adjetivos.
Inteligência, auto estima, sensatez e mais alguns grãos de bem-nos-querer!
Nessa junção, salva-se uma vida, ergue-se um novo ser, ainda desprovido do muito que pensamos um dia, ter.
No entanto, esperançoso, do muito que se tem à acrescer!

Cristiane, temporizando.



terça-feira, 15 de maio de 2012

Drama de inverno.

Em dias como estes, meio de outono, inverno-me inteira.
Esvaída de forças, já quase sem recursos.
Envolta em echarpes e rancores, hiberno-me.


Atenho-me à algumas possibilidades.
Guardadas à sete chaves, gastas, corroídas e já sem cores.

No afã de aquecer-me...
Chego a enjoar, dos velhos desejos.
Há quem sugira um bom conhaque, mas sã já me é difícil passar por esse tempo , calcule-me fria e fora de mim?!


Corro,Tranco o portão.
Fecho janelas.
Bato portas, caço abrigo no meu colchão!
Lá fora a ventania de desespero, avisa..
Há de chover, cântaros de poesia.


Cristiane, dramatizando o frio.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Querer-me?


Não me tente, não violente meus desejos.
Só de imaginar, levantam labaredas dentro de mim.

São tantos anseios, que recusar é quase impossível.
O corpo implora para que a mente ...
Ceda.
Doe-se.
Dane-me !

Não insista, não persista, por favor...desista.
Negar-me a ti, é o mesmo que negar-me a mim.

Existe, uma necessidade de correr.
Talvez eu me esconda, de você.

Entenda, o meu não.
Sim, desejo... mas ...
Não!

Aqui, já não se fazia tempos de paz.
Agora houve um derrame, uma explosão daquelas, aparentemente infinitas.

Cristiane, desejando.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Adivinhar-me!


Não me adivinhe.
Não me suponha.

Não valerá a pena, procurar indícios.
Não produzo provas, contra mim.

Não caberá, ir atrás dos meus escritos
Nem mesmo, o gravar da minha voz.
Não bastará as imagens, que tens de mim.

Quem acreditará?
Ninguém , lhe dará ouvidos.
Creia!

As dicas , eram ilusórias.
As verdades que lhe chegavam, eram, codificadas.

Jamais , para lhe confundir.
Somente para que não se consumistes, neste momento!

Sossega tua alma.
Abranda, teu vento!

Cristiane, rogando-se!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fria...

Talvez não tão calculista, como me mostro. Talvez não tão amostrada, como me vês! Se sobressaio-me, talvez seja porque você opta por se esconder. Nem sempre espero ser solicitada, pelo simples fato de saber qual é a minha vez! O fato de eu ter sempre o que dizer, não serve de desculpas pelo seu encolher-se. Fala quem quer, escuta quem se cala. Se lhe cabe, se lhe acalenta, pense que apenas já passei da fase que te encontras. Se não me importo, se não te importas, constate , o fato é que estarei sempre adiante. Sim, sempre muito pessoal, sim inquiete-se, talvez o problema seja com você! Jamais comigo... * sorriso*! Cristiane, gelando!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Parametros.

Quando todos, me completam.
Quando todos, cabem em mim.
Quando todos, fazem-me una.
Quando todos, são denominados alguns... Penso: Tão incompleta assim? Repenso: Não , apenas tão aberta ao novo e adepta do manter da melhor forma o que se tem!
Não, apenas focada em somar, dividir e multiplicar ao que já se é!
Não, apenas tão auto suficiente que, escolhe-se o que vem a calhar.
Constato: Sim, ainda tenho para alguns o dom, para outros a prepotência do selecionar.
Sim, opto por não passar por esta vida, sem a experiência do compartilhar.
Sim, além de pensar, ainda me proponho a executar!
Cristiane, dando parâmetros.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Refazendo algumas contas...



Esta é a época do ano, que eu tento não pensar tanto.
Sempre com milhões de afazeres, reinvento meu cotidiano.
Tento enlouquecida, correr da fatal e impiedosa função de contabilizar o tempo.
Prestar contas, à mim mesma.

Corro, rodopio, caio, levanto, me dano toda.
Tudo isso, pelo receio de constatar que, passei mais um ano errando, mais que acertando.
O drama, nesse período é comum, o resultado é sempre positivo, mas lamentar-me é um vício, porém repito, só nesse período.

No entanto agradeço a chegada deste momento, onde sinto-me á vontade para temer, confundir, blasfemar, arrepender, fragilizar-me.
Porque no restante dos meses, o foco em planejar, realizar e aproveitar, impedem-me de o fazer, às vezes corro tanto, que não consigo nem mesmo rever.

Já esperneei, desejando não envelhecer, hoje mais madura o foco é um só...
... Meu bem viver.

Se for mesmo para fazer contas, opto por acrescer-me de amigos, dividir desejos, diminuir as dores, multiplicar amores!

Cristiane, aniversariando.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Vai, vê!




Vai ver , é a lei da vida.
Vai ver, funciona assim , porque se for assado passa do ponto.
Desanda, murcha.


Vai ver , as engrenagens, tem vontades próprias.
São tal qual, Gabriela, a tal que só bebia pinga, se fosse com cravo ou canela.
Recusam-se a mudar!

Vai... vê...
Tente, quem sabe não chega à conclusão, que legal é tentar e não conseguir fazer diferente.
Acate, aceite, mas não desista, tente.

Vê , vai...
Nada é tão ruim assim, esbravejar e navegar é preciso, viver não é preciso.
No momento não me lembro, quem disse isso!

Vai ficar, sempre achando que estão te escondendo algo?
Que tudo, tem um outro lado?
Que você faz diferente?
Vai , aceita e valoriza o que se tem , só não contente-se com o que não tem...
Ainda.


Vê... nem tudo, é como a agente quer.
Vê...nem tudo , não nos caberá!

Cristiane, vendo!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Então, eu disse não.



Depois de muito tempo, sem cogitar a negação...
Eu disse, não!

Após tanto esbravejar, bater o pé que não queria.
Maldizer as opções, renegar meu coração, abri mão .

Era mais forte que eu, acatar os seus rompantes.
Deixava você ir, porque eu sentia, que você sempre voltaria.

Acreditava na minha intuição, na nossa troca de energia.
Desacreditava no que me dizia, jamais no que você sentia.

Eu te largava, porque eu te pertencia.
Fosses onde fosses, no fim, era pra mim, que você vinha.

Não havia pressa, da minha parte.
Você podia ir, eu esperaria.

Muitas vezes, você veio.
Eu sabia.
Tantas e tantas vezes, eu te busquei.
Jurando de pé junto, que eu não queria.

Hoje, parece-me que tudo ajustou-se.
Se não fosse assim, só Deus sabe, como seria!

Cristiane , dizendo não!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Importante saber...



Dar, mas sobretudo, receber.
Não esquecer o passado, desejar o futuro, mas esforçar-se para o presente prevalecer.

A gente tende, à inverter.
Desmerecer.

Que, ir além não é passar por cima, é engrandecer.
Amar ao próximo, ao distante, mas antes e diante dos outros, saber amar-se.

Não poucas vezes, trocamos os pés, pelas mãos.
Pendemos, para amar mais o alheio.

Valorizar as dificuldades, mas dar mérito devido às facilidades.
Dosar, medir, equilibrar.

Podemos, gritar de amor...
Dar escândalos, de dor.

Que não há demérito, em ser frágil.
Mas que o foco maior, tem que ser, fortalecer-se.

Que, ser fútil, será a premiação que a vida nos dá, por tudo que somos e fazemos.
Que, nem só de pão vive o homem... logo, nem só de biscoito integral vive a mulher.

Querer mais é inerente...
A quem faz, por merecer.


Para dias ruins, que nos baste, cama fofinha e uma xícara de chá, claro, em uma boa porcelana.
Acreditar que no dia seguinte, por sorte, seu vestido vai ornar, com aquele batom, esquecido no fundo da sua nécessaire então, não haverá obstáculo, que não possa ser vencido.

Cristiane, acreditando que não basta ser forte, temos que nos valorizar!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Investidas, Indevidas!



Ele vai chegar,
Vai me enlouquecer.
Me tirar do sério, estremecer.
Deus queira, eu não me render.

Ele não vem leve, chega ventando, fazendo alarde, intimidando.
Dando o que eu não tenho.
Levando o que não me faz falta.

Não me promete, bens.
Não jura, fidelidade.
Não chega, com grandes planos.
Muito menos amistosidade.

Chega, sem grandes alterações.
Pasmo, em conhecê-lo tão bem e ainda assim , pasmar-me.
Quando eu virei a página, ele escreveu outro livro.
Surpreende-me.

Sei também, que medidas, não são bem vindas à ele.
Não mede esforços, nem conseqüências.
Meu consciente, me alerta:
Já sofrestes muito, por sua desobediência.

Cristiane, parcialmente!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Não, vou mais!



Eu não vou, mais te amar.
Amar, eu não vou mais.
Deixa eu te avisar, não vou mais.
Amor, amar.

Fique atento, não me perca de vista.
Quando menos você, esperar.
Quando mais, me desejar.
Eu, não vou mais.
Amar, amor.

Vou deixar, que esperneie.
Não vai adiantar praguejar, jurar...mudar.
Vou, haaa se vou, mas...
Te amar...
Não.

Estou avisando, para você não reclamar.
Chega, agora chegaaaaaaaa.
Eu não vou mais, te amar, não!
Faça sol ou faça chuva, amar, mais e mais...
Em vão, não!

Bate-se o martelo, fica aqui registrado.
Não, vou te amar mais!

Cristiane, não indo, mas...

Quieta...



Quando a tão sonhada, tranqüilidade me pega.
Embala meus sonhos, me acalenta.

Quando o conformismo, toma-me.
Abraça minha alma, acalenta meu coração.

Vem você, danando tudo, feito furacão.
Desarrumando, meu mundo.
Botando minhas certezas, no chão.

Quando, eu consigo ver novos horizontes.
Ter novos planos, alguns até insanos.

Quando, o desapego se faz, meu melhor amigo.
A esperança, anda de mãos dadas comigo.

Vem você, sem se chegar muito.
Invadindo-me aos poucos, porém de uma só vez.
Desestruturar o que nunca , esteve muito firme.

Hei, de dar uma de louca.
Desentender-te, para tentar entender-me.
Hei, de quando eu puder, correr.
Para quando, vir você e até quando você vir, eu quieta me manter!

Cristiane ,aquietando-se.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sobra...



Sou adepta da fartura, do esbanjar.
Gosto quando transborda, encharca, derrama.

Mais que gostar e adorar, prefiro quando dizes, me amar.
Pactuo dessa incrível sensação, do ser mais completa, quase obsessão.

Quando tudo parece de mais, eu não desconfio.
Não sou dada ao pessimismo, eu acredito.

Devota, do tudo ao mesmo tempo agora, deixo que a coisa cresça.
Invada-me...infle ...
Que chegue tudo e mais algumas coisas, que eu esqueça, porém mereça!

Me preparo, todos os dias, para a fartura, para a colheita.
Aqui nada é demais, tudo chega conforme o merecimento.

Não há desperdício, existe a felicidade do poder doar, dividir, compartilhar.
O indescritível, sentimento, do tenho...
Quer?
Faça por onde!


Cristiane, sobrando.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ciranda, cirandinha!


Vamos todos cirandar...
Que circulo vicioso é este, que nos enredamos...
Que nos envolvemos, que chego a descrer.

Uma ciranda , carregando pedras.
A cada giro, tomamos posições diferentes.

Vamos dar a meia volta, volta e meia, vamos dar...
Rodamos...
Nesta volta, mãos dadas firmes.
Na revolta, dane-se a roda.

O anel que tu me destes, era vidro e se quebrou...
Giramos...
60 bem.
180...reféns.
360 ...amém !

O amor que tu me tinhas, era pouco e se acabou...
Rodopio, lá e cá.
Saia sobe, saia desce.
Eu, me calo.
Você, emudece.

Cristiane, dizendo, um verso bonito e indo embora.