terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Momento!



Em algum momento, eu relaxei.
Deixei de me importar, com a ampulheta virada.
Com algumas marcas de expressões.
Com o vazio deixado.

Em algum momento, que não identifico ao certo...
Surgiu em mim um desinteresse, por fatos passados...
Sentimentos ruins, aos poucos, caíram no esquecimento.
Isso tudo, em algum momento!

Em algum momento, fui tomada só por desejos.
Deu-se o fim de algumas, angustias, lampejos.
Eu já não queria mais arrumar o passado.
Desfazer o mau (nos) feito.

Nesse momento, deixei de querer, fazer de novo.
Passei a focar, no fazer o novo!
Acreditei que, faria melhor desta vez.
Aproveitando esse, momento!


Cristiane, vivendo esse momento!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sentimentos...ainda, maiores!



Ainda tenho a premissa, de ser excessiva.
...e quanto eu te der de mais...
...quando eu lhe sobrar...
Guarde, aguarde-me, não me divida.

Ainda não interiorizo, medidas.
...e quando eu transbordar...
...quando eu te fartar...
Entenda, acolha-me, me incorpore na sua vida.

Ainda  sou dada, à sentimentos  gigantes.
...e quando isso te sufocar...
...quando isso para você, nada significar...
Fale, escreva, me liberte, não me reduza, não em iniba.

Cristiane, felizmente ...ainda.


Não apreendendo.



Não, eu não sei esperar.
Ir com calma, aguardar.
Dar tempo ao tempo.
Deixar rolar.

Não aprendi, deixar pra lá.
Fingir que não é comigo.
Dar uma de louca.
Disfarçar.

Não quero esperar até amanhã.
Não me cabe, sentimentos lentos.
Gosto quando não caibo em mim...
Quando transbordo, quando arrebento.


Cristiane, acelerada.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Por ontem...



Por toda, a entrega de ontem.
Por tudo,  que recebi.
Pelos sins e pelos nãos.
Pelo nosso, querer!

Pela troca, bem vinda.
Pela experiência vivida.
Por me  satisfazer, abastecer, e-maluquecer.

Por me querer, desejar e ter.
Pela paciência em esperar.
O mérito em obter.

Por isso e por mais tantas coisas, que fogem ao nosso entender.
Pelo desejo  não contido, pelos apelos atendidos.
Por mérito, por vontade, por prazer.

Por mim e por você!


Cristiane,  vivendo o ontem!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Black



e... de tanto tentar, eu vou acertar.
Todos os meus erros, vão me beneficiar.
Vou dar de mais,  depois vai me faltar.
Vou dar de menos, depois vai sobrar.

é... desta forma que aprendi viver.
Tentaram me ensinar a reverter.
Dei de ombros, não me interessou.
Não era opção, não sofrer.

e... foi não abrindo mão, de nada.
Que  cheguei até aqui, ora faltava.
Em tantas outras, eu transbordava.
Não é engraçado, mas é mesmo assim!

é... um exercício quase  que sadomasoquista.
Encontrar eco, nessa minha vida.
Necessito de tanto folego, para esses meus recomeçar.
Tem dias como hoje, que me falta de um tudo, até ar!

Cristiane, escrevendo em black.


Não obrigada...





Eu estou  fadigada, fastiada.
Obrigada por hoje,  agora basta.
Não me venhas com migalhas.

Aceitei demais, acatei em demasia.
Cheguei  pedindo muito?
Acreditei que havia excesso!

Se nada me prometeste, nada ficas me devendo.
Saia pela porta da frente, viro-me  com meus dividendos.
Vá, e leve o que nunca me deu.

Deu-se o tempo de experiência, não nos demos bem.
Não se dá, o que não se tem!
Ficaremos todos bem!


Cristiane,  agradecendo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

e-tapas!




Encontramo-nos com amarras.
Com resquissios  doídos, do passado vivido.
As comparações, não nos chegam como excessões.
Muito pelo contrário, vem como clausula contratual.

Então, tudo que vai acontecendo de bom, é questionado.
Contrabalanceando, o ruim, parece infindável.

Cresce, encorpa, toma conta, toma forma.
Há que se ter um desprendimento de força maior, para  reverter, fazer acontecer.

Em meio á tudo isso, eu e você!
Nossos, medos, erros e acertos.
Um passo à frente, todos os dias.
O não querer abrir mão, o dar o nosso jeito!

Cristiane, não pulando etapas!





quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Só quieta!



Não me pergunte nada, me deixe aqui quietinha.
Emaranhada em meus pensamentos.

Se eles não me resolvem, tentando explicar-me.
Resolvo-me menos.

Estou fadada a ser esta incógnita, hora explicita.
Hora, casulo me faço.

Turbilhão de sentimentos, avalanche de pensamentos.
Ainda assim, não mexa-me.

Olhe de longe, mantenha uma certa, distancia.
Se te avanço, não regresso, não lhe aviso, lhe impeço.

Guarde sua curiosidade, para coisas palpáveis.
Nada que tires de mim, anda lhe fazendo falta.

Meus segredos, jamais vão livrar-te dos teus medos.
Não lhe sou compatível, me deixe, me largue!

Cristiane, respirando com dificuldade.








Perdendo-me.



Fico envolta, aos acontecimentos que a vida me trás.
Vou assim envolvida até, não saber voltar mais.

Até que eu ache o caminho de volta, leva-se um bom tanto da minha vida.
Pensei em migalhas de pão, pequenas tiras de tecidos de algodão.

Ao certo, nada me guiaria, seria inútil.
Se vou, talvez eu não deseje voltar, pelo mesmo caminho.

Esta constatação, não me vem de supetão, eu levei algumas léguas.
Para que ela encontrasse-me.

Também não me escondi, eu andei solta, leve, eu me mostrei.
Eu me expus, gostei, me excedi.

Olho em volta e tudo é maior do que eu pré supunha.
O lado melhor fica na margem oposta.

Não queria apenas nadar, acho que me faria bem, mergulhar.
O excesso, sempre me caiu muito bem.

Sorver  de tudo um pouco, caso eu exploda, caso não me caiba.
Torno-me partículas de mim, habitarei vários lugares ao mesmo tempo.

Cristiane, perdida.


Tão logo!



Tão logo, eu consiga reorganizar meus pensamentos.
Tão logo, eu consiga ajustar meus sentimentos.

Vou fazer minhas escolhas, vou sair desta bolha
Vou levantar a mão, vou gritar, dar um basta nisso.

Tão logo, me chegue a vontade.
Tão logo, eu veja necessidade.

Vou dar a volta por cima, por os pingos nos is.
Vou dar uma de doida, vou me mostrar loba.

Tão logo, eu resolva me mexer.
Tão logo, eu desenvolva outra forma de viver.

Vou surtar com maestria, por um ponto final nessa anarquia.
Vou documentar, registrar, vou pras cabeças, revolucionar.

Tão logo, eu não insista mais no sim.
Tão logo, eu aceite o fim.

Cristiane, sentindo-se demorada.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Assim...




Perde-me um tanto a cada dia...
Resta-me saber a causa mortis, do feito.

Por falta de vontade, desejo ou zelo.
Por opção, querer e desmazelo.

Por não julgar ser apropriado.
Por desapropriado ser o seu julgar.

Por crer que causa e efeito, não se respeitam.
Por não estar nos seus planos, assim não sou incluída nos seus danos.

Certo seria dizer, que não se perde o que não se teve!
Que não deixa lacuna e nem faz falta, o que nunca foi desejo.
Que se houvesse algo para crescer, já não terás mais,  esse prazer.

Cristiane, constatando.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A cor da minha pele


Aprendi com o florir das primaveras, que a cor da minha pele, diz muito mais sobre mim, do que eu poderia aceitar, acatar, assumir.
Nasci com um sangue, onde a temperatura é de se alarmar.
Vivo quente, acima do aceitável e acatável para os padrões, que me impuseram.

Quanto mais dias eu via morrer, quanto mais vida eu via nascer, mais eu entendia o porquê deste meu arder.
Precisei ir lá atrás para me informar, estudar, remexer, achar um fio da meada, para conseguir esclarecer.
O peso, que esta minha melanina me trazia.

Foram muitas frustrações, agressões, revoltas e melancolias.
Até entender, até apreender, como me defenderia.
Aprendi a ter orgulho da minha etnia, dos meus cabelos, da largura dos ossos da minha bacia.
Passei a me defender, com sabedoria, persistência, relevância, força, fé e alegria.

Então, tudo foi ficando mais brando, não o racismo, esse foi ficando mais maquiado.
Mas meu coração se aquietou, minha alma expandiu, meus sentimentos afloraram.
Eu me aceitei, aflorei e me inclui.

Desenvolvi uma forma de reivindicar meus direitos, sem tirar o  direito do próximo.
Uso meu espaço nesse mundo, sem invadir o do outro.
Dou graças aos meus ancestrais, por toda a dor que passaram, para que eu  a transformasse hoje,  em amor.

Essa cor de pele, que tantas e tantas vezes, foi cortada por uma chibata.
Hoje representa a evolução da minha raça, raça no melhor sentido de força e coragem.
Hoje eu sambo segurando a ponta da saia, ganho meu pão com um salto mais alto que meu ego, fico entre os meus solta, livre, nunca mais escondida!

Cristiane, ainda africanizada.




quarta-feira, 10 de setembro de 2014

...à estas horas...


  
Seu coração, já não acelerará, ao ver meu nome piscando em sua tela.
Sua mão não estará mais suando, ao pensar em pegar a minha.
Sua mente vai ter  a tão sonhada paz, que não tinha...
...antes quando, existia o desejo em ter-me.

Neste momento, nada que incomodava, fará diferença.
Diferente dos tempos idos, hoje vai passar por mim e bastará um: Tudo bem?
Vais me ver, mas não me enxergará como antes.

Tudo que foi falado, sussurrado e até escrito.
Fica para a história, que hoje não é mais nossa.
Vai tudo para um baú, para um arquivo, o dito, pelo não dito.

Já não lembrarás, dos detalhes, porquês dos risos, das piadas sem sentido.
Do desespero do começo, da ânsia e dos tropeços.
Da fúria dos nossos desejos, do crer em um progressivo êxito.
...á estas horas, nada do que fomos, ou do que aqui descrevo, terá peso.

Cristiane, achando que é chegada a hora.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

O samba inclui!



Demoro algum tempo para absorver...
Sensações e aprendizados, que hão de me valer...
Para uma vida toda.

Orgulho-me de hoje, fazer parte de um grupo...
Que não só propaga a Cultura do samba, mas sobretudo...
Difunde, pratica, vive-O!

São Paulo, tem samba, ginga e suingue.
Quando se ouve um tamborim, um surdo ou um pandeiro.
Não há distâncias que impeça-nos de unirmos.

Da Zona Leste à Zona Sul, da Oeste à Norte.
Entoamos o samba, como quem declama um pai nosso.
Uníssonos.... de cor!

Há quem cante, quem toque e quem bata palma...
Desculpe-me Sr. Aurélio, nosso dicionário desconhece a palavra exclusão.
Somos do acalanto, do aconchego, da palma da mão!

Cristiane Gonzaga, ainda tentando achar o tom!





Ainda...



Ando envolta à cala frios...
Um iceberg invade,  minhas entranhas...
Todo momento que você, me vem à mente.

Não quero lutar contra, só desejo sentir.
Esse desejo vem  fazendo bem, para mim.
Ainda sinto você...
Ainda desejo você...
...em mim!

Negar seria blasfêmia.
Tome-me em seus braços...
Desfaça meus laços...
Aperte nossos nós!

Fico ouriçada, ansiosa, angustiada.
Ver-te e não poder tocar!
Chega a ser maldade...
Ver-me ardendo e não saciar.


Cristiane, dando um recadinho.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Farpas e arestas...


Desisti dos nossos acertos.
Tomava-me muito tempo, nossos erros.
Sorte nossa, nosso leque se abrir.
Sorte só minha desistir.

Foram tantas tentativas, tantas investidas.
Usamos tudo e todas.
Infinitas possibilidades.
O que era suspiro de vida, tornou-se banalidade.

Ganhamos todos, cada qual no seu pódio.
Abro mão de sensações, ganho realidade.
Vai-se você, repleto.
Das suas incertezas sobre o certo.

Cristiane, acertando arestas..

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Ô Sorte!



Venho de um processo de aprendizagem...
Sobre tempos passados, do samba.
Encontro-me em um momento de apreender.
Entender... que graças à Deus e um tantão de gente...
Não deixaram o samba morrer.

Antes eu lia, ouvia histórias.
Hoje, possibilitam-me vive-las.
Resgatam, estudam, cavucam...
Entregam-me quase que em uma bandeja...

Sou toda agradecimentos, à eles, à elas...
Esse tanto de gente, que desprendem tempo e disposição.
Para falar, cantar, propagar essa cultura fantástica.
Para nos fazer relembrar, os Manos, Mestres e Professores.

Ímpar a sensação de poder ver, Sr. Monarco recebendo essa homenagem.
Sua emoção ao contar que o Tuco, que ensinou uma parte de uma música dele, para ele.
Obrigada por me fazerem entender cada vez mais, que devemos valorizar os que já foram, mas sobretudo, quem ainda está aí e continua contribuindo. Homenagem mais que cabível.

Entendo, que a questão vai além de pulseirinhas Vips.
Mas sobretudo não posso deixar de entender e agradecer, quem fez por onde...
Ficar grata à pessoas que organizam e nos possibilitam, ter o que talvez esse povo de antigamente não pode e deveria ter...
Um resumo de mimos, um tanto bom de carinho e reconhecimento.
Um agregar de valores, não materiais, mas de trabalho, merecimento e reconhecimento.

Noeli, Obrigada do fundo do meu âmago...esse corre todo seu...
Obrigada aos envolvidos, num geral Tuco e Meninos do Ora chove e molha a Flor, vocês quebraram tudo...
Sim...vocês são...
Very Important Persons

Cristiane Gonzaga, se sentindo com sorte!


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Fernanda...seguindo.




Lá vai ela, mais uma vez...
Quando foi era nossa menina.
Quando voltou, veio nossa Barbarela.

Nossa Bailarina, Bárbara, Cinderela.

Foi tão criança...
Voltou tão mulher.

Acreditamos que alguns percalços.
Fazem-nos mais fortes.
Ela voltou, placa de ferro.

Vai-se agora, pra uma nova etapa
Que seus objetivos, sejam concluídos com sucesso.
No mais, vá e volte logo, pra nós.


Cristiane, dando um até logo pra Fernandela!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Momento.



Por um minuto...
Bem fracionado...
Fez-se um vulto...
Inanimado.

Quando dei por mim...
Não mais respondia, por mim.
Quando me dei à si.
Fez-se verão por fim.

Tudo tão apressadamente.
Micro contos.
Micro poros.
Máximos sentimentos.

Mesmo que se deseje, explicações...
Mesmo que se questione, relações...
Pouco provável, ter-se-ia
Respostas.

O que se tem...
São convicções...
Pautadas em achismos.
Doravante...verdades minhas.

Cristiane, falando nada com nada

terça-feira, 29 de julho de 2014

Logo, logo...


Logo eu, que sempre quis e precisei...
Estar aprisionado, acorrentado.

Logo eu, que jamais pensei em verificar o cadeado.
Que nunca me mexi muito, com medo de ser liberta.

Logo eu, que me abstive de qualquer questionamentos.
Estar preso era convicção, jamais imposição.

Logo eu, que me acostumei fácil com esse cativeiro.
Que fazia dele, meu oxigênio.

Logo eu, que implorei por não ter direitos.
Estar em você, ter-te em meu leito, era meu sustento.

Logo eu, que sem você, não me reconheço.
Que sem seus mandos e desmandos, não valho nada, não tenho preço.

Logo eu, tão adaptado à esse sentimento, à esse cabresto.
Me vejo, forçada à dar um basta, no que pra mim, nunca foi lamento.

Cristiane, só traduzindo o alheio.


Questionada.



Ando com questões, em aberto.
Com interrogações, em excesso.
Fico com a impressão que nada e/ou ninguém me abastece.
Lê-se na porta: Há vagas.

Como se todo aquele acúmulo de vida.
Hoje não me bastasse.
Como se toda aquela vida, acumulada
Tenha sido compactada.

Faz-se necessário, que eu me resolva.
Que atitudes sejam tomadas.
Que não seja opção o resgate de arquivos.
Nem mesmo o retorno ao passado.

Itens imprescindíveis...
Uma mochila nas costas... um cantil com água ardente.
Foco, força e fé...
Uma viagem...em mim...por dentro.

Cristiane, Virada.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Esqueceu-me!



Espaçaram-se as ligações.
As cutucadas...
Para o meu desespero...
Os arranhões.

Já não me procuras como antes...
Já não me achas, interessante.

Em algum momento, te fiz desistir.
Mas eu pedi tanto...
Tinhas que persistir.

Sou destas que fazem jogo.
Que gosta, de quem aposta alto.
Você me surpreendeu.
Desistiu, antes do começo.

Se tens suas razões...
Para seu conhecimento...
Que fique claro...
Não às aceito.

Cristiane, revendo a agenda.



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Enferma.



Hoje, esperarei que você abra a porta do carro.
Que entenda meu sorriso, silencioso e de canto de boca como, um muito obrigada.

Por favor, hoje não me questione.
Estou gripada, logo, carente, quase obcecada.

Quando chegar, não acenda as luzes.
Não grite meu nome, não bata panela, chegue manso.

Acate meus desejos, repita-os se necessário for.
Me cubra de atenção, me encha de amor.

Deite sem fazer alarde, mantenha-se abraçado à mim.
Não me aperte...

Hoje eu estou doente, mesmo te querendo longe.
Preciso de você por perto!

Cristiane, gripada e enjoada


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tenho muito dele...



Ainda acho muita graça, daquelas piadas sem graça.
Ainda corro, sem pressa alguma.
Ainda faço resumos, do que nunca entendemos.

Outro dia cozinhei, nem estava com fome.
Sentei à mesa, por luxo, queria mesmo assistir televisão.
Abri um bom vinho, que nem era tão bom.

Escrevi um texto muito bem elaborado, mas foi deletado.
Nada tem me feito feliz, mas tenho sorrido muito de tudo.
Dia destes me dei conta, que não ando, perambulo.

Não me julgue, eu gosto de manter o passado presente.
De olhá-lo com pesar, e dar graças à Deus, por ele não voltar.
Acostumei-me a não mais sofrer, mas ainda lembro de você.



Cristiane, meio, sei lá não sei.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Olhar ferino.



Em algum momento você se tornou, óbvio.
Obvio demais, para meus desejos fantasiosos.

Começou a falar, por falas de outrem.
Suas falas, já não te maquiavam, já não te escondiam.

Seu interlocutor exigiu, você mudou.
O engraçado nisso tudo, é que suas correspondências, não sabem disso.

Eu às vezes, eu disse, às vezes...
Reparo que derrubaram o prédio, o alicerce não se desfez.

Acho válidas, todas as tentativas de um recomeço.
Intriga-me, somente o fato, do começar novamente do avesso.


Cristiane, intrigada.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O que fui...





Já fui mais ousada, mais valente.
Diriam as más línguas, inconsequente.

Acho que era o viço da idade, a falsa certeza da liberdade.
A incoerência, que eu deixava para analisar mais tarde.

Sinto falta dessa eu, daquela insana assumida.
Do não contabilizar riscos, do flertar abertamente com a vida.

Já fui mais Isolda, Dulcinéia e muito mais Bárbara.
Mais mocinha, bandida, arteira e faceira.

Sinto que hoje me resumo, num compilado disso tudo.
Sinto saudades, mas vale-me o lucro.
Cresci, ganhei o mundo.


Cristiane, em constatações. 

Meus pés.



Esses pés, já  me levaram até você.
Já me fizeram correr.
Depois retroceder.

Havia tanta pressa, no meu ir.
Quando voltei, relutei.
Ainda sou assim, discrepante

Houve o tempo, que eu nem queria.
Mas...eles iam...
Para meu desespero, saltitantes!

No retorno, era um sofrimento medonho.
Girar nos calcanhares, assumir o arrependimento.
Encontrar o caminho de volta pra casa, me doía.


Cristiane, tendo pés com vontades próprias.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Seu Chico, faltou eu...




Que tantas vezes, recorri à ti.
Que plagiei sua dor, sem nenhum escrúpulo.
Que tentei me fazer entender, via Você!

Deixei para parabenizá-lo tardiamente.
Mas... sei que vai entender.
Ontem ainda tinha lágrimas em meus olhos, escutando Você.

Você, que me descreveu diversas vezes...
...sem me conhecer, deixando-me sem me reconhecer.
Você que me atacava e depois me defendia, com tamanha maestria...
Que não cabia, o meu debater.

Ensinou e esclareceu tantas coisas em mim.
Decifrou-me e muitas vezes, devorou-me.
Fez analogias sobre mim, que eu nestes momentos...não ousaria lhe olhar os olhos.

O Chico, que já foi tantas vezes meu...
Tem ainda mais, minha eterna gratidão...por tudo e todas as formas que me representastes....
Hoje Seu Chico, agradeço e Parabenizo-Lhe!


Cristiane, Seu Chico, me representa.



segunda-feira, 16 de junho de 2014

Só para constar.



Então... não tardou e houve um novo maquiar de sentimentos, seus.
Quando li, pensei: -Não me faça rir.
Me fez.

De ímpeto me veio a mente, outros dois escritos, datados lá de trás.
Pois é... aquela memória de um paquiderme ainda me acompanha!
Encontrei em Dois Mil e Sete e outro em Dois Mil e Onze!
Pasme! Idênticos seriam, se não fossem, algumas alterações de pronomes.

Achei que ficaria em mim a sensação, de que eu havia perdido meu tempo...
Explico: aqueles dez minutinhos, que me dediquei à procurar os escritos anteriores...
Jamais os anos que estive, horas ao seu lado e milhares de momentos atrás de você.

No entanto concluo que, à mim nada alterou-se...
Libertei-me...menos das minhas loucas conclusões...
Olho e ainda penso...
...Se acreditas ter mudado, quem sou eu pra lhe dizer:
- Tens ainda muito arroz e feijão  pra comer!
Calo-me, porém...não venhas me aborrecer!


Cristiane, constatando, para virar registro.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Papo reto com Sto. Antonio



Toninho lá vamos nós, de novo... 

Não me venhas com delongas, não me peça calma.
Eu não estou calma.
Optei por não fazer a simpatia da faca na bananeira, esse ano...
Uma leve analise do meu emocional, diz-me que não estou apta, para ter uma arma branca em mãos.

Este ano,  também não desejei lhe ajudar a plantar bananeira.
Quer exercitar-se, ficar de cabeça pra baixo, não conte comigo.
Porque vai tempo, que não posso contar contigo.

Quer briga, vamos lá Seu Santo Antonio.
Arregaço as mangas e lhe digo:
-Não estou pra brincadeira.
-Ou me arranja um namorado...
-Ou estamos rompidos!


Cristiane, dando uma dura no Toninho.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vai ter copa...




Porque  temos a mania de gritar na hora errada.
Longe de mim colocar a culpa no Anchieta...
Porém... se alguém o doutrinou, não ficou registrado no livro o nome do seu Interlocutor.

Meus ancestrais gritavam quando doía.
Parece-me que não evoluímos...
Quando foi para votar se a Copa seria aqui, me parecia tudo tão lindo.

O povo na rua, muitos canarinhos de verde e amarelo.
Um Sim quase, eu disse quase, que unânime.
Há quem me dirá, eu não, não eu!
Mas quem manda, não sentiu sua resistência.

De uma hora para outra, o verde e amarelo sendo queimado em praça pública.
Saques, mortes e agressões...
Black Blocs, gritando que me representam? Hein? Onde? Han han!
À mim, não!

Greves e Agressões?
Quero aguardar Outubro, quero ver nas eleições...
Constato... ainda gritamos na hora errada...mesmo tendo opções.

Eu estarei lá para ver e ouvir...todos gritando enlouquecidos...GOL, vai seleção!

Rola a Bola...
Vai ter Copa


Cristiane, só oiandu!

Dúbia.



Em meio aos meus desatinos, tenho pausas de sanidade.
Parênteses, que explicam o que jamais entenderei.
Aspas que enfatizam o que pra mim, talvez não tenha importância.

Sabe-se lá se um tradutor de texto, resolver-me-ia como  um enigma.
Talvez esteja para nascer, um guru-sábio-pai-de-santo que tomado,
por divindades, possa adivinhar, prever e pré supor-me.

São tantas dúvidas, que minhas convicções hoje acordaram inibidas.
Hoje não se e me bastam, hoje reprimiram-me.
Fui tomada de uma insegurança febril, tremo e temo só por concluí-las.

Não me chegam respostas que me bastam.
Lacunas que excedem, perguntas que transcendem.
Sentenças dadas, onde sempre se cabe recursos.

Para o fim, busco um meio.
Para tanto, falta-me um muito.

Cristiane, dúbia.





sexta-feira, 6 de junho de 2014

Aturbantei-me...



O propósito não é inovar, fazer dele uma releitura ou um relançamento.
À propósito, o intuito é aproveitar o que meus ancestrais me deixaram.
De propósito, incorporar no meu dia a dia  essa herança rica  em cultura.

Aturbantei-me ... de coração, alma e por opção.
Para acrescer-me, desta atitude que vem de lá de trás.
Para agradecer, essa hoje já não necessidade de esconder meus cabelos crespos.


Aturbantei-me para agradecer a possibilidade de mostrar-me como sou.
Sobretudo como posso ser melhor e mais colorida.
Assim, nos dias frios mais aquecida.
Nos dias quentes... fervida, logo, mais atrevida.

Aturbantei-me  para sentir-me acolhida.
Mais bem vestida, mais vívida...
... mesmo nos dias que acordo enlouquecida.

Aturbantei-me para  descobrir-me uma Diva, uma Deusa Africana.
Uma mulher multifacetada, uma Indiana.
Aturbantei-me como veículo e não como meio de estar e ser quem me couber.

Uma vez aturbantada, sinto meus pensamentos mais protegidos.
Meus cabelos, armados ou amarrados e minha alma livre...
Muitas vezes aturbantada, serena me sinto.

Cristiane Gonzaga, aturbantada.



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Ando simples.




Ando simples, evidentemente complexa.
Nada em mim, tem resultados exatos.
Muito menos, palpáveis.

Tenho pautado minha vida, em acertos passados.
Na tentativa de não cometer erros, futuros.
Como se isso fosse possível, como se eu me possibilitasse isso.

Chego a ter um sorriso de canto de boca.
Me chega engraçado, esse pensar.
Quando é que eu conseguiria, evitar meus desatinos.

Essa não seria eu, essa não me caberia.
No entanto, ando simples.
Sem maiores complicações, sem restrições múltiplas.

Eu já fui mais de dízimas, já estive mais sem resultados.
Eu já não tive tradução, já fui mais complicada, tal qual equação.
Já dei trabalho, já me enrolei em vão.

Porém, hoje ando simples.
Já fui partitura...
Hoje, ando simples... me resenho, escrita à mão...

Cristiane, andando simplezinha

Cabe em mim...


Afazeres de todo um dia.
Cobranças de toda uma vida.

Amigos que eu desconhecia.
Amores que eu odiei ou odiarei, um dia.

Questões que levarei para outra vida.
Respostas minhas e o desejo de ser ouvida.

Sonhos, que se renovam todos os dias.
Planos, que hoje não fazem mais sentido.

Desejos incontroláveis.
O abrir mão de algo, por covardia.

Vontades insanas.
Recomeçar, todos os dias.



Cristiane, não me cabendo.... 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Se... hoje.



Se não vais me ouvir.
Hoje também, não quero gritar.

Já me expus, com a mesma maestria que me recompus.
Hoje também, não quero brigar.

Se não te importas.
Hoje também, aceito teu fechar de portas.

Já abri mão de tantas coisas, por nós.
Hoje também, desato os nós.

Se não te decidistes.
Hoje também, o fará em vão.



Cristiane, acatando.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dica do Seu Manuel.




Haaa... Seu Manuel Bandeira, hoje acordei...acordada com suas vontades...
Em desacordo com minhas reais verdades.
Haaa... Seu Manuel Bandeira...
Quero arrumar minhas trouxas,  ir-me embora para Pasárgada.

Que me invejem os súditos...
Mas lá também ... sou amiga do Rei.
Terei cama com docel e um alguém para me deitar.

Lá terei mais sorte no amor, do que no jogo.
Serei a mulher mais amada, pelo homem que sempre amei.
Lá terei sonhos realizados, talvez até os que ainda não sonhei.

Haaa... Seu Manuel Bandeira, ainda hei de agradecer e muito...
Teres me dado essa dica...
Quando tudo por aqui estiver bem difícil.
Aviso o Rei, que se tudo der certo... cedo me chegarei.

Cristiane, desejando visitar Pasárgada.



terça-feira, 22 de abril de 2014

O Dia seguinte...




Aí você volta e não consegue...  voltar.
Nada se encaixa, tudo fora do lugar.

E olha que, faltou alguns poucos, para tudo ser perfeito.
E olho, que esses poucos, me fazem falta.
E vejo, que todos os que estavam me somam.

Tenho um sentimento de transbordo.
De quero... SEMPRE mais...
De agradecimento...
De que venha muito mais...


Cristiane, caçando as palavras... 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Esses dias...




Eu e minhas muitas facetas.
Hoje acordei melancólica, inibida, insatisfeita.

Tenho pra mim, que estes adjetivos não me representam.
No entanto, permito-me ...os extremos.

Passei o dia respirando fundo.
Buscando um novo ar...lá de dentro.

Passei o dia, querendo crer.
Passei o dia, querendo mais motivos para melhor viver.

Ainda sinto falta, não sei bem do que.
Certeza é que, tenho muitas lacunas à preencher.

Tenho um meio sorriso, no rosto
Tenho um meio caminho percorrido e um tanto bom à percorrer.


Cristiane, tentando se entender.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

VERSANDO.



Moro na Roça Iaia ...
Nunca morei na cidade
Compro o Jornal da manhã
Pra saber das novidades...

Teve uma homenagem
Para o povo da mangueira...
A Roda estava pesada...
Só pedradas na moleira.

Foi difícil chegar em Berlandia
Pra ver aquela  gente bamba e mineira
O Mussarela causou tanto no ônibus
Quase que agente não chega.

Moro na Roça Iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o Jornal da Manhã...
Pra saber das novidades...

O  Presida, não tava pra brincadeira
Ganhou um prato bonito...
Disse que vai comer tutu a semana inteira.

O samba estava fervendo.
A cerveja estava gelada.
Os paulistas só queriam sair dalí ...na madrugada.

Moro na roça Iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

A roda estava abençoada
Até o Cristo estava de farda.
Quanto mais eles tocavam
Mais verde e rosa , o Cristo preto ficava.

Eu queria encostar na roda pra cantar.
Mas... meus amigos acham que eu sou melhor escrevendo.
Obrigada meninos...
O importante é ver o coro comendo.

Moro na roça Iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades....
  
Cristiane ... Versando.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Inferno Astral.



Como é que se passa por isso?
Como é que me passo por isso?

Estou intermitente, confusa, em risco!
Estou estranhamente, indefesa, sem muito viço!

Em frente ao espelho, não há reflexo.
Leio-me e não me desenho.

Conto, nos dedos e o dia não chega.
Conto à quem, essa disparidade imensa?

Cristiane, infernizada astralmente


terça-feira, 8 de abril de 2014

Uberlandiada..


Mais uma vez, usurpo das possibilidades.
Mais uma vez, rio-me dos empecilhos.

Fecho os olhos e vou, abro os olhos e estou!
Novamente sendo abraçada, por pessoas e coisas boas.

Da minha forma, entrego-me ao bem, que faço por merecer.
Mais uma vez, o samba me trás uma felicidade só minha.
Da minha melhor forma, junto-me pouco a pouco, aos meus poucos e melhores companheiros.

Mais uma vez, sambo na ponta dos pés.
Sambo com a alma, com lágrimas nos olhos, com voz embargada.

Passa-se uma homenagem... à minha, à sua, à nossa Estação Primeira de Mangueira.
Dentro de mim, retenho orgulho, felicidade, carinho e amor.

 Uma roda de bambas, reverenciando Mestres do samba.
Ali todos somos ou fomos, um tantinho verde e rosa.
Começando pelo Cristo, que se rendeu!
Obrigada, por algumas reencarnações... à todos os envolvidos...

Ainda que me doa, devo concordar Sr. Cartola...

Amar sem penar é bem raro.. O verbo cumprir custa caro.. Amor é bem fácil achar.. O que acho mais difícil.. É saber amar...(  Cartola)


 Cristiane Gonzaga, toda agradecimentos.




segunda-feira, 24 de março de 2014

Doença



Te vejo de longe, percebo-te.
Algo como uma doença.
Essas alergias, psicossomáticas.

Quando bem, amém!
Quando mau, desdém!

Gosto de não fugir à regra.
Olhando bem de perto, eu não sou normal.

Tenho minhas loucuras particulares.
Meus A.V.C.s... descomunais.

A diferença talvez seria... no como eu me trataria...
Poderiam receitar-me descanso.
Meditação, remédios controlados, internação.

Sou adepta das controvérsias...
Eu sofro e saio pra comemoração.

Cristiane, demonstrando.


Resumindo.


Não me diga o que fazer...
Eu vou pirraçar, eu vou infernizar..
Eu vou contra você.

Ta eu sei, você não liga.
Não se abate, não percebe.
Mas, não tem como ser diferente.

Se dói em mim, eu também quero que doa em você.
Eu gosto de não me mexer.
De ficar quieta, de não dar um centavo pra ver.

Não me importo com o que falam.
Nem com o que você, não fala de mim.
Nada disso, tem muito haver com você.

Exercito meu egoísmo, nato.
Todo esse sentimento é meu.
Sou adepta dos testes, das tentativas e das conquistas.

Acho que me viciei em viver assim


De várias...formas...

.












Coloco-me de uma forma, que você possa me ver.
De um jeito, que mesmo que eu queira, não consigo me esconder.
Ser tão nítida, vai contra minha razão.
Sei.. é pouco inteligente, ando pouco inteligente.

Vai ver, treinar não seria de todo ruim.
Vou vendo que atuar, nem que fosse por alguns segundos, me caberia.
Essa coisa de não ter o dom de me peneirar.
Está me expondo demais.


Nem tudo precisa ser dito, bastaria ser vivido, vívido.
Tenho me colocado na linha de frente.
Tenho sido a isca da minha armadilha.
A palhaça do meu picadeiro.

Onde está meu filtro?
Aquele termômetro, que tanto já me beneficiou?
Aquela astucia...adquirida com o passar dos anos... me deixou.

Ando de muitas formas...
De forma que...hoje ando estranha à mim.


Cristiane, transformando

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vou cortar um bolinho...


Dizem os amigos, que seria por opção.
As más línguas, por falta de qualificação.

Hoje, entrei em um processo de achar graça.
Ontem, só conseguia ter raiva.

Bem, eu vou fazer festa, cantar parabéns!
Penso em alguns doces, mas em verdades...
Quero mais beijinhos.

Tenho que rir de tudo isso, quem diria eu?!
Quem me diria eu? Logo eu?!

Que sou adepta da farra, que nos tempos áureos...
... vivia rodeada de excesso, hoje, impregnada da falta .

Fadada à escassez...
Eu, logo eu...
... que vivia desse exercício, que pra mim, era quase vício.

Vou cortar um bolinho, ver se corto essa fase, se desfaço essa mandinga.
Corto o bolo e volto à ativa.

Cristiane, cortando um bolinho.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Carnaval!


Enfim é carnaval...  
...a ordem é alegria!!!

Agora é que são elas...
Não cabe melancolia, nem blasfemar nestes próximos dias.

Tudo que me chegar de novo, vou tratar como tal.
Vou aproveitar, me esbaldar, eu vou liberar geral.

Tudo vai ser festa...
Vou borrar a maquiagem,
...desfiar a meia fina...
Rasgar a fantasia!!!

Eu vou pular,  mais que pipoca de panela.
Eu quero ferver, gritar, cansar as canelas.

Serão aceitos... sorrisos, bom humor, boas energias e até selinhos!
...para o mau humor, fica o aviso na porta...

- Não tô!

Cristiane, canavalesqueando.






quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Proíbo-te...



De se esquivar, me evitar, se conter.
De me desprezar, não me procurar...
...não me abastecer.

De com outras se deitar, relacionar...
...apaixonar, refestelar, amar e viver.

Dos meus beijos, não lembrar.
Do meu corpo, não necessitar.
Do meu intelecto, não lhe faltar.

Proíbo-te... de não mais me amar!
Proíbo-te... de não mais me querer!

Mas sobretudo...

Do meu sorriso levar, da minha alma tomar, de me fazer sofrer.
Da minha paz se apossar, do meu sossego não devolver.


Cristiane, proibitiva.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dormi para você.



Fui deitar... mexida.
Revirada, pouco amada.
O sono não me vinha.
A paz não me chegava.

De um lado para o outro.
De um outro lado, outra ao seu lado.
Isto posto, isto afirmado.
Ainda tenho outra visão, ainda nos vejo, por outro lado.

Reviravoltas em meu colchão, 280, 360, em vão.
Aquele mesmo leito, onde já deitei em seu peito.
Mantenho por insistência, o mesmo suspiro...
Que me arrancavas no ímpeto.

Já o cansaço me vence.
Já o desanimo me toma.
Não demora e pego no sono.
Não demores e me pegas... em sonhos.


Cristiane, sonolenta.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Ponto.



Eu vou deixar pra lá.
Vou parar de te procurar.
De espiar.
De te seguir, de me guiar.

Não vou mais te ligar.
Nem mandar recados.
Vou me resguardar.

Essa saudade não vai mais, falar por mim.
Eu que a engula, que a guarde, tranque e não a deixa escapar.
Vou dar um basta nisso.

Vou enterrar estes restos.
Vou melhorar, me ajeitar.
Caçar outro rumo, vou ver se me aprumo.


Cristiane, dando um jeito.