sexta-feira, 17 de abril de 2015

Do e Das.



Das perdas, desejadas.
Até as  muito choradas.
Ficam as rebarbas.
Ilusões alinhavadas.

Dos ganhos, abruptos.
Até aos bem, suados.
Ficam  as certezas.
Do valer a pena, sempre.

Das vontades, encruadas.
Até as hoje, esbanjadas.
Ficam, verdades.
Ora doídas, Ora agradecidas.

Do pouco que já tive.
Do muito, que me tornei.
Conto com a minha fé, com muita proteção...
Sigo,  com o amor, dos meus!

Cristiane, virando ciclo.


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ouvi, viu!



Olha, eu ouvi o que me disse ontem.
Eu presto atenção, até no seu balbuciar.
Não ouso repetir, mas eu ouvi.
Não vou nem transcrever, deixa pra lá.

Porém, deixo claro, eu ouvi.
Senti, interpretei, reli.
Foi tão forte, isso pra mim.
Para teres uma ideia, ainda ressoa aqui.

Hoje com mais calma, pensei:
Será que falou baixinho, que não era para eu ouvir?
Mas, se me sussurrou ao ouvido.
Concluo:  Era pra mim.

O fato é que eu ouvi.
Faço gosto, gosto, do que...
...ao ouvir...
...senti!

Cristiane, com boa audição.


segunda-feira, 23 de março de 2015

Movi...mente...ação.



Quanto mais dói, quanto mais arde.
Mais me debato, mais mato, mais morro.
Quando a opção é aquietar-me.
Desobedeço.

Tento, finjo e  fracasso.
Paro abruptamente, freio.
Não reajo.

Paro o corpo, as ações, as intervenções.
A mente não.
O coração teima, em manter-se em ação.

Sem scripit, sem briefing, sem rumo.
De lá, para cá, de cá, para lá.
Uma enamorada, desajustada, em ação!


Cristiane, desorganizada.

Exponenciando.


...e se existe uma forma.
...uma fôrma...
Porque me negam o acesso?

Por falta de qualificação?
Tempo de casa?
Ocasião?

Tenho questões, em aberto.
Um peito fechado.
Um choro, largado.

Ai de mim, que pareço estar fadada ao desamor.
Ao não igualar de desejos.
Sofro, ardo, entristeço!

Ainda assim, com tanta busca.
Não me dão a dica, não me vem eco.
Ontem mantive a luta.
Hoje me entrego.

Cristiane, questionada à quinta potência.


Confusão em excesso.



Em tempos de inferno astral, tudo mexe comigo.
Mexo-me com tudo!
Contudo,  devo desconsiderar acréscimos, excessos.
Com dor no coração,  me desfazer das arestas, recortadas.

Como se faz isso, como descentralizar, abrir mão, liberar?
Logo eu, que gosto de juntar, acumular, acrescer-me!
Exercer o desapego, fazer da máxima...
Menos com Deus é mais, um mantra!

Tenho chorado tanto, que logo a desidratação se instala.
Tudo é motivo e todos os motivos,  levam-me ás tais lágrimas.
Choro por tudo e dou escândalo, pelo nada, que tanto me faz falta.
Faço bico, faço manha, faço gosto.

Ando assim, descompensada, enraivecida.
No dia seguinte, carente, quieta, comovida.
Passo horas, maldizendo sentimentos, credos e valores.
Outras tantas, só rezando e agradecendo, minhas ditas dores!


Cristiane, decompilando.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Recesso.



Eu estou de bobeira, eu não tenho o que fazer.
Aproveitando o recesso do meu,  sofrer.

Dei um tempo nos estudos, não coloquei leite para ferver.
Agenda cancelada, estou sem hora marcada.

Não coloquei o endereço no gps.
Tudo bem eu me perder.

Meu nome não está na lista.
Se eu não for, se não  chegar, não preciso explicar.

Fui obrigada à parar.
Me achar.
Para recomeçar, à me perder.

Cristiane, re- iniciando.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Menos é sempre menos!



Queres-me impor prazos...
Ao invés de semear-me...
Desejas, cultivar-me em vasos??

Desvalorizas meu desespero...
...em fazer, ter e ser, desmerecer o meio.
Desacelera-me,  quando eu teimo em correr, exceder!

Reduz-me, sem vinho seco.
Ignoras bobamente...
...o mais que posso lhe ceder.
Abra mão, deixe eu me perder.


Cristiane, originalmente à mais.