segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Por ontem...



Por toda, a entrega de ontem.
Por tudo,  que recebi.
Pelos sins e pelos nãos.
Pelo nosso, querer!

Pela troca, bem vinda.
Pela experiência vivida.
Por me  satisfazer, abastecer, e-maluquecer.

Por me querer, desejar e ter.
Pela paciência em esperar.
O mérito em obter.

Por isso e por mais tantas coisas, que fogem ao nosso entender.
Pelo desejo  não contido, pelos apelos atendidos.
Por mérito, por vontade, por prazer.

Por mim e por você!


Cristiane,  vivendo o ontem!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Black



e... de tanto tentar, eu vou acertar.
Todos os meus erros, vão me beneficiar.
Vou dar de mais,  depois vai me faltar.
Vou dar de menos, depois vai sobrar.

é... desta forma que aprendi viver.
Tentaram me ensinar a reverter.
Dei de ombros, não me interessou.
Não era opção, não sofrer.

e... foi não abrindo mão, de nada.
Que  cheguei até aqui, ora faltava.
Em tantas outras, eu transbordava.
Não é engraçado, mas é mesmo assim!

é... um exercício quase  que sadomasoquista.
Encontrar eco, nessa minha vida.
Necessito de tanto folego, para esses meus recomeçar.
Tem dias como hoje, que me falta de um tudo, até ar!

Cristiane, escrevendo em black.


Não obrigada...





Eu estou  fadigada, fastiada.
Obrigada por hoje,  agora basta.
Não me venhas com migalhas.

Aceitei demais, acatei em demasia.
Cheguei  pedindo muito?
Acreditei que havia excesso!

Se nada me prometeste, nada ficas me devendo.
Saia pela porta da frente, viro-me  com meus dividendos.
Vá, e leve o que nunca me deu.

Deu-se o tempo de experiência, não nos demos bem.
Não se dá, o que não se tem!
Ficaremos todos bem!


Cristiane,  agradecendo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

e-tapas!




Encontramo-nos com amarras.
Com resquissios  doídos, do passado vivido.
As comparações, não nos chegam como excessões.
Muito pelo contrário, vem como clausula contratual.

Então, tudo que vai acontecendo de bom, é questionado.
Contrabalanceando, o ruim, parece infindável.

Cresce, encorpa, toma conta, toma forma.
Há que se ter um desprendimento de força maior, para  reverter, fazer acontecer.

Em meio á tudo isso, eu e você!
Nossos, medos, erros e acertos.
Um passo à frente, todos os dias.
O não querer abrir mão, o dar o nosso jeito!

Cristiane, não pulando etapas!





quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Só quieta!



Não me pergunte nada, me deixe aqui quietinha.
Emaranhada em meus pensamentos.

Se eles não me resolvem, tentando explicar-me.
Resolvo-me menos.

Estou fadada a ser esta incógnita, hora explicita.
Hora, casulo me faço.

Turbilhão de sentimentos, avalanche de pensamentos.
Ainda assim, não mexa-me.

Olhe de longe, mantenha uma certa, distancia.
Se te avanço, não regresso, não lhe aviso, lhe impeço.

Guarde sua curiosidade, para coisas palpáveis.
Nada que tires de mim, anda lhe fazendo falta.

Meus segredos, jamais vão livrar-te dos teus medos.
Não lhe sou compatível, me deixe, me largue!

Cristiane, respirando com dificuldade.








Perdendo-me.



Fico envolta, aos acontecimentos que a vida me trás.
Vou assim envolvida até, não saber voltar mais.

Até que eu ache o caminho de volta, leva-se um bom tanto da minha vida.
Pensei em migalhas de pão, pequenas tiras de tecidos de algodão.

Ao certo, nada me guiaria, seria inútil.
Se vou, talvez eu não deseje voltar, pelo mesmo caminho.

Esta constatação, não me vem de supetão, eu levei algumas léguas.
Para que ela encontrasse-me.

Também não me escondi, eu andei solta, leve, eu me mostrei.
Eu me expus, gostei, me excedi.

Olho em volta e tudo é maior do que eu pré supunha.
O lado melhor fica na margem oposta.

Não queria apenas nadar, acho que me faria bem, mergulhar.
O excesso, sempre me caiu muito bem.

Sorver  de tudo um pouco, caso eu exploda, caso não me caiba.
Torno-me partículas de mim, habitarei vários lugares ao mesmo tempo.

Cristiane, perdida.


Tão logo!



Tão logo, eu consiga reorganizar meus pensamentos.
Tão logo, eu consiga ajustar meus sentimentos.

Vou fazer minhas escolhas, vou sair desta bolha
Vou levantar a mão, vou gritar, dar um basta nisso.

Tão logo, me chegue a vontade.
Tão logo, eu veja necessidade.

Vou dar a volta por cima, por os pingos nos is.
Vou dar uma de doida, vou me mostrar loba.

Tão logo, eu resolva me mexer.
Tão logo, eu desenvolva outra forma de viver.

Vou surtar com maestria, por um ponto final nessa anarquia.
Vou documentar, registrar, vou pras cabeças, revolucionar.

Tão logo, eu não insista mais no sim.
Tão logo, eu aceite o fim.

Cristiane, sentindo-se demorada.