quarta-feira, 20 de junho de 2012

Meu querido, estranho!


Estranho eu vir, que não  te alteras.
Não modificas, mantem-se.
Quem olha de perto, crê.
Quem escuta teu sussurrar...não teria porque, duvidar-te.

As promessas e afirmações são tantas.
O firmar, que nada é mais como antes... parece-me tão verídico.
Acreditar, às vezes vem à calhar.
Levo mais fé em você, do que possas te convencer.

Até porque, qual seria a necessidade de dispor de tanta energia, propagando um crescimento interno e depois, não caminhar e desfrutar dessa trilha?
Por favor, não me responda.
Seja qual for a resposta, não me convém obter.

Ficam questões no ar, mas logo vem uma brisa e leva isso tudo.
Mais dia, menos dia passa um vento e trás à tona o verídico e o  veredicto.
Estranho, eu sem querer, visualizo teu mundo.
Estranha eu, não me penalizo por teu rumo.

Cristiane, falando de um estranho.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Apreendendo...



Meu erro, foi você, ser você.
Não foi mandar...demais
Nem mesmo, obedecer...

Meu erro foi ser você e não estar com você.
Foi querer, de mais e conseguir.
Almejar e obter.

Rogar por um homem, com um diferencial.
Por sorte e merecimento, tê-lo em você.

O não abrir mão ...
Jamais deixar de dizer não...
Fazer questão de mim...
Foi onde não errei a mão, estes foram meus acertos.
Meus créditos, minha absolvição.

Cristiane, eterna aprendiz.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Tempo.




Em algum momento, deixa-se de sentir falta do que não se teve.
De chorar o leite, que jamais foi ao fogo.
De maldizer o desgosto, do gosto que não se sentiu.
Friamente.

Pensando bem, não há o que lembrar, o que querer reviver.
Damo-nos conta, que o faz de conta, era tão bom, tão teatral, que nos deixamos levar.
Embarcamos nos desejos, nas necessidades e optamos por acreditar.
Piamente!

O Sr. Tempo, nos chama à razão.
Adentra nossa vida ,com um contrato vencido em mãos.
Dita regras, ameaça-nos com severas multas.
Impugnação.

Juntamos, migalhas dos nossos adjetivos.
Inteligência, auto estima, sensatez e mais alguns grãos de bem-nos-querer!
Nessa junção, salva-se uma vida, ergue-se um novo ser, ainda desprovido do muito que pensamos um dia, ter.
No entanto, esperançoso, do muito que se tem à acrescer!

Cristiane, temporizando.



terça-feira, 15 de maio de 2012

Drama de inverno.

Em dias como estes, meio de outono, inverno-me inteira.
Esvaída de forças, já quase sem recursos.
Envolta em echarpes e rancores, hiberno-me.


Atenho-me à algumas possibilidades.
Guardadas à sete chaves, gastas, corroídas e já sem cores.

No afã de aquecer-me...
Chego a enjoar, dos velhos desejos.
Há quem sugira um bom conhaque, mas sã já me é difícil passar por esse tempo , calcule-me fria e fora de mim?!


Corro,Tranco o portão.
Fecho janelas.
Bato portas, caço abrigo no meu colchão!
Lá fora a ventania de desespero, avisa..
Há de chover, cântaros de poesia.


Cristiane, dramatizando o frio.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Querer-me?


Não me tente, não violente meus desejos.
Só de imaginar, levantam labaredas dentro de mim.

São tantos anseios, que recusar é quase impossível.
O corpo implora para que a mente ...
Ceda.
Doe-se.
Dane-me !

Não insista, não persista, por favor...desista.
Negar-me a ti, é o mesmo que negar-me a mim.

Existe, uma necessidade de correr.
Talvez eu me esconda, de você.

Entenda, o meu não.
Sim, desejo... mas ...
Não!

Aqui, já não se fazia tempos de paz.
Agora houve um derrame, uma explosão daquelas, aparentemente infinitas.

Cristiane, desejando.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Adivinhar-me!


Não me adivinhe.
Não me suponha.

Não valerá a pena, procurar indícios.
Não produzo provas, contra mim.

Não caberá, ir atrás dos meus escritos
Nem mesmo, o gravar da minha voz.
Não bastará as imagens, que tens de mim.

Quem acreditará?
Ninguém , lhe dará ouvidos.
Creia!

As dicas , eram ilusórias.
As verdades que lhe chegavam, eram, codificadas.

Jamais , para lhe confundir.
Somente para que não se consumistes, neste momento!

Sossega tua alma.
Abranda, teu vento!

Cristiane, rogando-se!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fria...

Talvez não tão calculista, como me mostro. Talvez não tão amostrada, como me vês! Se sobressaio-me, talvez seja porque você opta por se esconder. Nem sempre espero ser solicitada, pelo simples fato de saber qual é a minha vez! O fato de eu ter sempre o que dizer, não serve de desculpas pelo seu encolher-se. Fala quem quer, escuta quem se cala. Se lhe cabe, se lhe acalenta, pense que apenas já passei da fase que te encontras. Se não me importo, se não te importas, constate , o fato é que estarei sempre adiante. Sim, sempre muito pessoal, sim inquiete-se, talvez o problema seja com você! Jamais comigo... * sorriso*! Cristiane, gelando!