terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Perdi a mão...




Não sei mais, descrever meu sofrimento.
Não consigo escrever minha dor, e doía...
Findaram-se as lamúrias, que cabia tanto e bem, em meus textos.
O maldizer o amor, aquele com quem eu sempre estive, mas nunca fiquei.

A tal paixão que me arrebatava, mas nunca era para mim...
Nossa, essa ornava, rimava e fazia-me discorrer, sobre esse sofrimento com maestria.
Gostava dos trocadilhos, das injúrias lançadas, do só por hoje e nem mais um dia.
Do dar por mim, que estava fadada, que assim viveria e morreria.

Questionava tanto a dor do amor, o excesso que me tinha...
A falta que me fazia.
e...
Eram tantos pesares, carregava o fardo do amar sozinha.
Que em algum momento, aliviava, anestesiada eu sorria e simplesmente...escrevia.

Muitas vezes com lágrimas nos olhos, tronco,  membros e coração.
Outras tantas, apática, sem fisionomia.
Mas eu me sentia à vontade, para repassar por escrito, essa sensação fantástica, que o mau do amor me trazia.
e...
Sentia-me tão bem, era uma satisfação notória, conseguir escrever o sentimento de  amar incondicionalmente, sem ter a quem.


Concluir, que lá se foram minhas destrezas, minha facilidade em contar, a falta que o amor me fazia.
Acarretam algumas conclusões, que antes eu jamais escreveria.
Que hoje não posso mais, dizer que me falta atenção, sexo em fúria e amor em calmaria.
Que amo e sou amada, a ferro e fogo e não mais...
A pão e água.
Quem me diria?!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O Que Tinha Que Ser Tom Jobim



Porque foste na vida
A última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu
Sem eu saber sequer
Porque és o meu homem
E eu tua mulher.

Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma
Como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

730!




Hoje  Pablo Neruda, fez-me companhia.
A memória já não é mais a mesma, mas existem trechos, que ainda sou capaz de declamar.
Tem uns que ficam esgrouvinhados, aguardando o momento de se mostrar.
Outros, que  minha memória abriu mão, não desejei guardar.

...Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!...

...Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris... (Pablo Neruda)

Haa Neruda, queria ter este na memória, com totalidade.
Mas vejo que, basta-me o trecho.
Basta-me meu entendimento, sobre ele.
Basta-me saber, que estamos unos, por partes.

Por tato, olfato,  alguns dias, algumas estações do ano.
Por ironia do destino, por desejo e o unir dos nossos quadris....
Suspiro...
Suspeito!

Com tanto por vir, vamos excluindo os medos.
Fazendo planos, alicerçados com os tijolos dos castelos do inicio.
Apostando cada centavo.
Investindo nisso.

Cristiane, 730 dias depois.


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Descansar?!



Não descanse até que, ele chegue.
Até que você tenha certeza, que é ele.
Até  que ele venha, te completar.

Não, você não está pela metade.
Não, você não vive mais ou menos.
Sim, quando ele chegar, o que era ótimo, vai melhorar.

O não descansar implica em, não deixar a vida passar.
Mover-se, locomover-se, ir a todo e qualquer lugar( que se queira chegar).
Mesmo sabendo, que ele não estará lá.

Você vai se relacionar, apaixonar, até amar...outros.
Você vai sofrer, descabelar-se e maldizer o amor.
Depois vai se recompor, retocar a maquiagem e tentar de novo.

Porque enquanto ele não chega, você se achega.
Vive intensamente, acumula milhas, vira o velocímetro.
Você cresce, aprende e se acresce.

Porque depois,  que ele chegar.
Vai ter dualidade, algumas vezes divide-se tudo, outras tantas... sente-se tudo dobrado.
Quando ele chegar,  vai ver que é ilusão, o querer descansar.

Cristiane, achando que dá um trabalho danado amar.




sexta-feira, 10 de junho de 2016

Feliz dia do Mi mi mi!!!



Declara-se aberto, o dia do mi mi mi.
Eu que tanto já ameacei, julguei e blasfemei.
Que tanto fiquei de mal, de São Toninho.
Agora, mi mi mis à parte, somos amigos.

Desta vez, não vou ficar de fora.
Não vou fugir ao script, vou ser o mais clichê possível.
Já estou desenhando, um enorme coração.
Penso em contratar banda, jogar bexigas, lá de cima, de um balão.
Jantar à la carte, me empanturrar de chocolate.

Virar a incendiária, das velas perfumadas, gastar um bom dinheiro, com uma lingerie ousada.
Fazer reservas, e ainda assim, enfrentar filas.
No outro dia, ter dores no corpo todo, após ter tentado reproduzir o Kama sutra.
Mesmo não tendo mais idade, para orgias.
Vou comemorar o dia do MI MI MI,  com maestria.


Cristiane , mi mi miando.

Meu caro, São toninho...




Custou, mas nossa parceria se deu.
Cada um, fazendo a sua parte.
Mesmo eu sem paciência, esbravejando.
O Senhor me atendeu.

Foram, tantas acusações mútuas.
Até agressões físicas ( se tivesse labirintite, morria).
Eu não sabia bem o que queria.
O Senhor, não sabia o que faria.

Doravante, pacto do bem viver.
Obrigada por me atender.
Todo dia uma oração.
Sempre que cabe, um amo você!


Cristiane, agradecida. 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ata-me!



Pensando bem, olhando além...
Por tantas vividas, por tantas passadas.
O ímpeto é correr.
Ata-me!

Desta vez, penso em fazer morada.
Desta feita, desejo estar presa.
Por corpo, mente e alma.
Ata-me!

Assim o risco de ir-me, fica nulo.
A entrega explicita.
Sua vontade, acolhida.
Ata-me!


Cristiane, atada!