terça-feira, 3 de novembro de 2015

Armazenar.



Esta sendo novo para mim.
Guardar, estocar, reduzir, compactar.
Optar por pen drives, baús, caixas com chave.

Produzo amor em excesso, mas agora...
Tenho que encaixotar.
Guardar zipado, dobrado, classificar.

Manter no sótão, cuidar para não mofar.
Esperar  a hora e a pessoa certa.
Para enfim, entregar.
O amor que eu costumava distribuir, sem contabilizar.


Cristiane, reduzindo amor.

Ama-Durecendo.





Não é bem do jeito que, leram para mim.
Não é como eu assisti.
Não será como, imaginei.
Nem mesmo, para o que me preparei.

Logo, eu que tive paciência, que esperei.
Mas não fiquei parada, eu lutei.
Mesmo quando, a vida mostrava-me o contrário.
Acreditei, desejei, perseverei.

Não tinha porque não prospectar, fantasiar e encastelar.
Por mérito, gana e bom desempenho.
Achei mesmo que ...
O amor ia chegar!


Cristiane, ama-DUREcida.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Além de tudo! Benito di Paula





Você ficou sem jeito e encabulada
Ficou parada sem saber de nada
Quando eu falei que gosto de você
Você olhou pra mim e decididamente
Você falou tão delicadamente
Que eu nao devia gostar de você
Mas a vida é essa e apesar de tudo
Gosto de você e que se dane o mundo
Quem sabe se nessas voltas que essa vida da
Você pode mudar de ideia e me procurar
Vou esperar!

Eu vou ficar aqui até madrugada voltar
E trazer você pra mim (BIS)

Vou ficar aqui

Discreto!



Custo a entender, talvez entenda.
Mas me custa, aprender.
Esse nosso sentimento, não é exato.

Mas eu teimo, em contabilizar.
Relatar, fomentar e maldizer.
Quero indícios, resultados e porquês.

O que custa respostas, deixar transparecer?
Por que não grita? Não se expõe e não publica?
Em  jornais, tv!

Ontem você, sussurrou em meus ouvidos.
Deixou marcas, em meu corpo.
Lembranças vívidas, vestígios deste querer.

Mas eu amanheço com dúvidas.
Piora muito, quando no outro dia.
Acordo, sem você.

Cristiane, tentando entender ser discreta.


Primavereando.



Quando dei por mim.
As folhas secas, já estavam verdinhas.
Já havia, flores em meu jardim.

Novamente, esta estação do ano.
Vem para me ensinar, para me provar...
...é preciso acreditar.

Que em se tendo, a época da seca.
Da estiagem, dos galhos secos.
Há que se ter paciência e aguardar...

A bonança vai chegar.
Vai chover e florescer, então...
Um belo dia será,  primavera em mim!

Cristiane, florescendo.


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Beija-me!



Quando eu arquear uma sobrancelha.
Olhar-te  de canto de olho, morder o canto da boca.
Rir mais do que o normal, chorar  cântaros e achar que é essencial.
Beija-me!

Estará doendo, estarei sofrendo.
Vou  pensar mil coisas e inventar milhões.
Nada me servirá de consolo, pensarei na desunião, então...
Beija-me!

Vou desenterrar assuntos, levantar a tapa, defuntos.
Eu sei, eu exagero, mas você se excede!
Ouça o meu conselho, não tente  gestos tresloucados, apenas...
Beija-me!

Teu beijo me acalma, conversamos com a alma.
Com os olhos fechados e Teu corpo junto ao meu.
Os problemas não desaparecem, mas enxergamos possibilidades.
Beija-me!

Cristiane, sendo beijada.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Um Brinde.





Um brinde, aos nãos,  que te dei.
Aos sins que,  jamais neguei.

Por negar-te algo.
Logo em seguida,  ceder, ainda que sem perceber.

Por tentar confundir-te.
Por sempre, querer esclarecer.

Pela distância.
Sobretudo pela arrogância, de ter-te tão em mim!

Pelos dias de separação.
Principalmente,  por estas mais de três centenas de dias, em união.

Por não acreditar em nós.
Hoje desacreditar, no desatar de tantos nós!

Um brinde, à nós!


Cristiane, brindando hoje!