segunda-feira, 20 de julho de 2015

Tensão.



Deus me livre do morno.
Do dia sim, dia não.
De um relacionamento, sem transtornos.
De uma paixão, sem confusão.

Quando eu decidir, não falar mais com você...
...e desligar o telefone, aos berros, aos gritos.
Quero ligar de novo, reiniciar a conversa do inicio.
Para não ficar o dito, pelo não dito.

Vou te chamar para conversar, mesmo...
... sem querer dar uma palavra.
Você insistirá, se desculpará, mesmo sem saber do que se trata.
 Vou fazer bico, vou chorar.

O dia que eu não der, bom dia.
A noite que, não houver boa noite.
Liga.


Cristiane,  em Tensão, pós e anti *m*

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Confere?



Estava eu  quieta.
Até que, minha quietude.
Desaquietou-te.

Minha clareza, inspirou-lhe.
Foste tão claro, comigo que...
Turvou-me a visão.

Fui firme contigo.
Foste surpreendente, comigo.
O dito pelo, não dito, deu-se a danação.


Cristiane, conferindo!

Em cena.



Vamos repassar, até a exaustão.
Para que não se tenha dúvidas.
Aquelas, mesmas dúvidas.
Que sempre existirão.

Vamos reler o scripit.
Bater o texto.
Auxilie-me nas pegadinhas.
Nas tais fatídicas, letrinhas.

Venha com calma.
Precisamos da máxima atenção.
Empenho dobrado.
Determinação.

Reza a lenda.
Registra-se o fato.
Desta vez, estamos unos.
Finalmente, no mesmo ato!


Cristiane,  deixando de encenar sozinha.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Só por hoje.



Poupe-me da abstinência do teu cheiro.
Quero uma overdose, dos teus beijos, nossos apertos.
Vivo a fissura, do teu abraço.
...a larica desse apego!

O plano é me livrar, ficar limpa, mas...
Hoje ainda quero, chafurdar em teu sorriso.
Só por hoje, beberei dos teus desejos.
Atenderei aos teus pedidos.

Vou  embriagar-me.
Ter alucinações, misto de felicidade e medo.
Amanhã eu me liberto.
Só por hoje, eu me enveneno.

Cristiane, viciada.


Desejo.



Luto por um mundo, com mais dízimas periódicas.
Reivindico que meus momentos de felicidade, tenham reticências.
Que minha prova dos nove, não se conclua.
Quero sobras, sou dada à aparar arestas.

Gosto de pagar o preço, parcelar os juros.
Viver como se hoje, não me fosse suficiente.
Chorar,  para me acabar.
Sorrir, até desmilinguir.

Concluo que do tudo que  me chega, sempre me falta muito.
Que quanto mais eu tenho, menos eu quero deixar de lado.
Sou uma máquina, de  criar desejos.
Desajustada.


Cristiane, desejando.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Desocupação.



Estou de mudança...
Este espaço que você destinou à mim.
Já não me cabe, não!
Suspenda as chaves e as senhas que nunca me deu.
Deixarei um bilhete, agradecendo...
À Deus, adeus.

Antes que pense em me desalojar.
Baterei  em retirada,  não houve tempo, para usucapião.
Não há necessidade de  chamar  tropas.
Deu-se a desocupação, estou desarmada.

Vou me associar á outra frente.
Caçarei outro mutirão.
Já não mais me sinto em casa.
Volte a placa de Há Vagas...
...em seu coração.


Cristiane,  desocupando.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O jeito D’ ele, amar-me!



Diriam as más línguas, ser um jeito ma le má.
Diz a minha mãe,  que não faz mais que a obrigação.
Como não tenho medidas, dobraria a dose.
Para mim, tudo bem uma overdose de atenção.

O oposto de mim, hoje me completa.
Quem nos diria,  hein meu caro Neruda?
Olhar sem pretensão...
...é um transbordo de intensão.

Ele não grita aos quatro ventos.
Mas quando me grita, causa ventania em mim.
Não faz alarde, chega manso, denso...
Inevitavelmente...me invade.

Não diz  ao que veio,  não deixa claro a sua chegada.
Acho que nem sempre quis vir.
Mas chega, ilumina  meu sorriso.

Toma-me, transcende, arde.

Cristiane,  em um dia 12/06  qualquer, destes!