quinta-feira, 14 de maio de 2015

À Força...



Quando maldizem a bruta, eu suspiro com a abrupta.
Atento para não ser estatística.
Lamento quando sou regra.

Hoje, hoje, hoje, sinto-nos além desse simples contexto.
O enredo que nos enreda, é ardente, é avesso.
Sem pesagens, mas com muito peso.

Acolho esse sentimento que hoje me invade.
Não  há julgamento pré-determinado, quando a fúria, é desejo.
Mútuo.


Cristiane, sem forças!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Bem vindo.



Não vou me desculpar, pela banda na rua.
As bandeirinhas no teto.
Os figurantes contratados, para passar verdade, nos aplausos.

Não se assuste, com os fogos de artifício.
As bexigas  coloridas, pelo chão.
A faixa pendurada, com  essa enorme declaração.

Se achar necessário, perdoe  somente, a mistura de cores, não sou adepta do monocromático.
Não ia poder deixar, de anunciar-te, em mim.
Sabes, sou dada  à firulas internas e externas.

Cristiane, agradecendo ele em mim!






sexta-feira, 17 de abril de 2015

Do e Das.



Das perdas, desejadas.
Até as  muito choradas.
Ficam as rebarbas.
Ilusões alinhavadas.

Dos ganhos, abruptos.
Até aos bem, suados.
Ficam  as certezas.
Do valer a pena, sempre.

Das vontades, encruadas.
Até as hoje, esbanjadas.
Ficam, verdades.
Ora doídas, Ora agradecidas.

Do pouco que já tive.
Do muito, que me tornei.
Conto com a minha fé, com muita proteção...
Sigo,  com o amor, dos meus!

Cristiane, virando ciclo.


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ouvi, viu!



Olha, eu ouvi o que me disse ontem.
Eu presto atenção, até no seu balbuciar.
Não ouso repetir, mas eu ouvi.
Não vou nem transcrever, deixa pra lá.

Porém, deixo claro, eu ouvi.
Senti, interpretei, reli.
Foi tão forte, isso pra mim.
Para teres uma ideia, ainda ressoa aqui.

Hoje com mais calma, pensei:
Será que falou baixinho, que não era para eu ouvir?
Mas, se me sussurrou ao ouvido.
Concluo:  Era pra mim.

O fato é que eu ouvi.
Faço gosto, gosto, do que...
...ao ouvir...
...senti!

Cristiane, com boa audição.


segunda-feira, 23 de março de 2015

Movi...mente...ação.



Quanto mais dói, quanto mais arde.
Mais me debato, mais mato, mais morro.
Quando a opção é aquietar-me.
Desobedeço.

Tento, finjo e  fracasso.
Paro abruptamente, freio.
Não reajo.

Paro o corpo, as ações, as intervenções.
A mente não.
O coração teima, em manter-se em ação.

Sem scripit, sem briefing, sem rumo.
De lá, para cá, de cá, para lá.
Uma enamorada, desajustada, em ação!


Cristiane, desorganizada.

Exponenciando.


...e se existe uma forma.
...uma fôrma...
Porque me negam o acesso?

Por falta de qualificação?
Tempo de casa?
Ocasião?

Tenho questões, em aberto.
Um peito fechado.
Um choro, largado.

Ai de mim, que pareço estar fadada ao desamor.
Ao não igualar de desejos.
Sofro, ardo, entristeço!

Ainda assim, com tanta busca.
Não me dão a dica, não me vem eco.
Ontem mantive a luta.
Hoje me entrego.

Cristiane, questionada à quinta potência.


Confusão em excesso.



Em tempos de inferno astral, tudo mexe comigo.
Mexo-me com tudo!
Contudo,  devo desconsiderar acréscimos, excessos.
Com dor no coração,  me desfazer das arestas, recortadas.

Como se faz isso, como descentralizar, abrir mão, liberar?
Logo eu, que gosto de juntar, acumular, acrescer-me!
Exercer o desapego, fazer da máxima...
Menos com Deus é mais, um mantra!

Tenho chorado tanto, que logo a desidratação se instala.
Tudo é motivo e todos os motivos,  levam-me ás tais lágrimas.
Choro por tudo e dou escândalo, pelo nada, que tanto me faz falta.
Faço bico, faço manha, faço gosto.

Ando assim, descompensada, enraivecida.
No dia seguinte, carente, quieta, comovida.
Passo horas, maldizendo sentimentos, credos e valores.
Outras tantas, só rezando e agradecendo, minhas ditas dores!


Cristiane, decompilando.