sexta-feira, 13 de junho de 2014

Papo reto com Sto. Antonio



Toninho lá vamos nós, de novo... 

Não me venhas com delongas, não me peça calma.
Eu não estou calma.
Optei por não fazer a simpatia da faca na bananeira, esse ano...
Uma leve analise do meu emocional, diz-me que não estou apta, para ter uma arma branca em mãos.

Este ano,  também não desejei lhe ajudar a plantar bananeira.
Quer exercitar-se, ficar de cabeça pra baixo, não conte comigo.
Porque vai tempo, que não posso contar contigo.

Quer briga, vamos lá Seu Santo Antonio.
Arregaço as mangas e lhe digo:
-Não estou pra brincadeira.
-Ou me arranja um namorado...
-Ou estamos rompidos!


Cristiane, dando uma dura no Toninho.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vai ter copa...




Porque  temos a mania de gritar na hora errada.
Longe de mim colocar a culpa no Anchieta...
Porém... se alguém o doutrinou, não ficou registrado no livro o nome do seu Interlocutor.

Meus ancestrais gritavam quando doía.
Parece-me que não evoluímos...
Quando foi para votar se a Copa seria aqui, me parecia tudo tão lindo.

O povo na rua, muitos canarinhos de verde e amarelo.
Um Sim quase, eu disse quase, que unânime.
Há quem me dirá, eu não, não eu!
Mas quem manda, não sentiu sua resistência.

De uma hora para outra, o verde e amarelo sendo queimado em praça pública.
Saques, mortes e agressões...
Black Blocs, gritando que me representam? Hein? Onde? Han han!
À mim, não!

Greves e Agressões?
Quero aguardar Outubro, quero ver nas eleições...
Constato... ainda gritamos na hora errada...mesmo tendo opções.

Eu estarei lá para ver e ouvir...todos gritando enlouquecidos...GOL, vai seleção!

Rola a Bola...
Vai ter Copa


Cristiane, só oiandu!

Dúbia.



Em meio aos meus desatinos, tenho pausas de sanidade.
Parênteses, que explicam o que jamais entenderei.
Aspas que enfatizam o que pra mim, talvez não tenha importância.

Sabe-se lá se um tradutor de texto, resolver-me-ia como  um enigma.
Talvez esteja para nascer, um guru-sábio-pai-de-santo que tomado,
por divindades, possa adivinhar, prever e pré supor-me.

São tantas dúvidas, que minhas convicções hoje acordaram inibidas.
Hoje não se e me bastam, hoje reprimiram-me.
Fui tomada de uma insegurança febril, tremo e temo só por concluí-las.

Não me chegam respostas que me bastam.
Lacunas que excedem, perguntas que transcendem.
Sentenças dadas, onde sempre se cabe recursos.

Para o fim, busco um meio.
Para tanto, falta-me um muito.

Cristiane, dúbia.





sexta-feira, 6 de junho de 2014

Aturbantei-me...



O propósito não é inovar, fazer dele uma releitura ou um relançamento.
À propósito, o intuito é aproveitar o que meus ancestrais me deixaram.
De propósito, incorporar no meu dia a dia  essa herança rica  em cultura.

Aturbantei-me ... de coração, alma e por opção.
Para acrescer-me, desta atitude que vem de lá de trás.
Para agradecer, essa hoje já não necessidade de esconder meus cabelos crespos.


Aturbantei-me para agradecer a possibilidade de mostrar-me como sou.
Sobretudo como posso ser melhor e mais colorida.
Assim, nos dias frios mais aquecida.
Nos dias quentes... fervida, logo, mais atrevida.

Aturbantei-me  para sentir-me acolhida.
Mais bem vestida, mais vívida...
... mesmo nos dias que acordo enlouquecida.

Aturbantei-me para  descobrir-me uma Diva, uma Deusa Africana.
Uma mulher multifacetada, uma Indiana.
Aturbantei-me como veículo e não como meio de estar e ser quem me couber.

Uma vez aturbantada, sinto meus pensamentos mais protegidos.
Meus cabelos, armados ou amarrados e minha alma livre...
Muitas vezes aturbantada, serena me sinto.

Cristiane Gonzaga, aturbantada.



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Ando simples.




Ando simples, evidentemente complexa.
Nada em mim, tem resultados exatos.
Muito menos, palpáveis.

Tenho pautado minha vida, em acertos passados.
Na tentativa de não cometer erros, futuros.
Como se isso fosse possível, como se eu me possibilitasse isso.

Chego a ter um sorriso de canto de boca.
Me chega engraçado, esse pensar.
Quando é que eu conseguiria, evitar meus desatinos.

Essa não seria eu, essa não me caberia.
No entanto, ando simples.
Sem maiores complicações, sem restrições múltiplas.

Eu já fui mais de dízimas, já estive mais sem resultados.
Eu já não tive tradução, já fui mais complicada, tal qual equação.
Já dei trabalho, já me enrolei em vão.

Porém, hoje ando simples.
Já fui partitura...
Hoje, ando simples... me resenho, escrita à mão...

Cristiane, andando simplezinha

Cabe em mim...


Afazeres de todo um dia.
Cobranças de toda uma vida.

Amigos que eu desconhecia.
Amores que eu odiei ou odiarei, um dia.

Questões que levarei para outra vida.
Respostas minhas e o desejo de ser ouvida.

Sonhos, que se renovam todos os dias.
Planos, que hoje não fazem mais sentido.

Desejos incontroláveis.
O abrir mão de algo, por covardia.

Vontades insanas.
Recomeçar, todos os dias.



Cristiane, não me cabendo.... 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Se... hoje.



Se não vais me ouvir.
Hoje também, não quero gritar.

Já me expus, com a mesma maestria que me recompus.
Hoje também, não quero brigar.

Se não te importas.
Hoje também, aceito teu fechar de portas.

Já abri mão de tantas coisas, por nós.
Hoje também, desato os nós.

Se não te decidistes.
Hoje também, o fará em vão.



Cristiane, acatando.