sexta-feira, 11 de abril de 2014

VERSANDO.



Moro na Roça Iaia ...
Nunca morei na cidade
Compro o Jornal da manhã
Pra saber das novidades...

Teve uma homenagem
Para o povo da mangueira...
A Roda estava pesada...
Só pedradas na moleira.

Foi difícil chegar em Berlandia
Pra ver aquela  gente bamba e mineira
O Mussarela causou tanto no ônibus
Quase que agente não chega.

Moro na Roça Iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o Jornal da Manhã...
Pra saber das novidades...

O  Presida, não tava pra brincadeira
Ganhou um prato bonito...
Disse que vai comer tutu a semana inteira.

O samba estava fervendo.
A cerveja estava gelada.
Os paulistas só queriam sair dalí ...na madrugada.

Moro na roça Iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades

A roda estava abençoada
Até o Cristo estava de farda.
Quanto mais eles tocavam
Mais verde e rosa , o Cristo preto ficava.

Eu queria encostar na roda pra cantar.
Mas... meus amigos acham que eu sou melhor escrevendo.
Obrigada meninos...
O importante é ver o coro comendo.

Moro na roça Iaiá
Nunca morei na cidade
Compro o jornal da manhã
Pra saber das novidades....
  
Cristiane ... Versando.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Inferno Astral.



Como é que se passa por isso?
Como é que me passo por isso?

Estou intermitente, confusa, em risco!
Estou estranhamente, indefesa, sem muito viço!

Em frente ao espelho, não há reflexo.
Leio-me e não me desenho.

Conto, nos dedos e o dia não chega.
Conto à quem, essa disparidade imensa?

Cristiane, infernizada astralmente


terça-feira, 8 de abril de 2014

Uberlandiada..


Mais uma vez, usurpo das possibilidades.
Mais uma vez, rio-me dos empecilhos.

Fecho os olhos e vou, abro os olhos e estou!
Novamente sendo abraçada, por pessoas e coisas boas.

Da minha forma, entrego-me ao bem, que faço por merecer.
Mais uma vez, o samba me trás uma felicidade só minha.
Da minha melhor forma, junto-me pouco a pouco, aos meus poucos e melhores companheiros.

Mais uma vez, sambo na ponta dos pés.
Sambo com a alma, com lágrimas nos olhos, com voz embargada.

Passa-se uma homenagem... à minha, à sua, à nossa Estação Primeira de Mangueira.
Dentro de mim, retenho orgulho, felicidade, carinho e amor.

 Uma roda de bambas, reverenciando Mestres do samba.
Ali todos somos ou fomos, um tantinho verde e rosa.
Começando pelo Cristo, que se rendeu!
Obrigada, por algumas reencarnações... à todos os envolvidos...

Ainda que me doa, devo concordar Sr. Cartola...

Amar sem penar é bem raro.. O verbo cumprir custa caro.. Amor é bem fácil achar.. O que acho mais difícil.. É saber amar...(  Cartola)


 Cristiane Gonzaga, toda agradecimentos.




segunda-feira, 24 de março de 2014

Doença



Te vejo de longe, percebo-te.
Algo como uma doença.
Essas alergias, psicossomáticas.

Quando bem, amém!
Quando mau, desdém!

Gosto de não fugir à regra.
Olhando bem de perto, eu não sou normal.

Tenho minhas loucuras particulares.
Meus A.V.C.s... descomunais.

A diferença talvez seria... no como eu me trataria...
Poderiam receitar-me descanso.
Meditação, remédios controlados, internação.

Sou adepta das controvérsias...
Eu sofro e saio pra comemoração.

Cristiane, demonstrando.


Resumindo.


Não me diga o que fazer...
Eu vou pirraçar, eu vou infernizar..
Eu vou contra você.

Ta eu sei, você não liga.
Não se abate, não percebe.
Mas, não tem como ser diferente.

Se dói em mim, eu também quero que doa em você.
Eu gosto de não me mexer.
De ficar quieta, de não dar um centavo pra ver.

Não me importo com o que falam.
Nem com o que você, não fala de mim.
Nada disso, tem muito haver com você.

Exercito meu egoísmo, nato.
Todo esse sentimento é meu.
Sou adepta dos testes, das tentativas e das conquistas.

Acho que me viciei em viver assim


De várias...formas...

.












Coloco-me de uma forma, que você possa me ver.
De um jeito, que mesmo que eu queira, não consigo me esconder.
Ser tão nítida, vai contra minha razão.
Sei.. é pouco inteligente, ando pouco inteligente.

Vai ver, treinar não seria de todo ruim.
Vou vendo que atuar, nem que fosse por alguns segundos, me caberia.
Essa coisa de não ter o dom de me peneirar.
Está me expondo demais.


Nem tudo precisa ser dito, bastaria ser vivido, vívido.
Tenho me colocado na linha de frente.
Tenho sido a isca da minha armadilha.
A palhaça do meu picadeiro.

Onde está meu filtro?
Aquele termômetro, que tanto já me beneficiou?
Aquela astucia...adquirida com o passar dos anos... me deixou.

Ando de muitas formas...
De forma que...hoje ando estranha à mim.


Cristiane, transformando

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vou cortar um bolinho...


Dizem os amigos, que seria por opção.
As más línguas, por falta de qualificação.

Hoje, entrei em um processo de achar graça.
Ontem, só conseguia ter raiva.

Bem, eu vou fazer festa, cantar parabéns!
Penso em alguns doces, mas em verdades...
Quero mais beijinhos.

Tenho que rir de tudo isso, quem diria eu?!
Quem me diria eu? Logo eu?!

Que sou adepta da farra, que nos tempos áureos...
... vivia rodeada de excesso, hoje, impregnada da falta .

Fadada à escassez...
Eu, logo eu...
... que vivia desse exercício, que pra mim, era quase vício.

Vou cortar um bolinho, ver se corto essa fase, se desfaço essa mandinga.
Corto o bolo e volto à ativa.

Cristiane, cortando um bolinho.