segunda-feira, 24 de março de 2014

De várias...formas...

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Coloco-me de uma forma, que você possa me ver.
De um jeito, que mesmo que eu queira, não consigo me esconder.
Ser tão nítida, vai contra minha razão.
Sei.. é pouco inteligente, ando pouco inteligente.

Vai ver, treinar não seria de todo ruim.
Vou vendo que atuar, nem que fosse por alguns segundos, me caberia.
Essa coisa de não ter o dom de me peneirar.
Está me expondo demais.


Nem tudo precisa ser dito, bastaria ser vivido, vívido.
Tenho me colocado na linha de frente.
Tenho sido a isca da minha armadilha.
A palhaça do meu picadeiro.

Onde está meu filtro?
Aquele termômetro, que tanto já me beneficiou?
Aquela astucia...adquirida com o passar dos anos... me deixou.

Ando de muitas formas...
De forma que...hoje ando estranha à mim.


Cristiane, transformando

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vou cortar um bolinho...


Dizem os amigos, que seria por opção.
As más línguas, por falta de qualificação.

Hoje, entrei em um processo de achar graça.
Ontem, só conseguia ter raiva.

Bem, eu vou fazer festa, cantar parabéns!
Penso em alguns doces, mas em verdades...
Quero mais beijinhos.

Tenho que rir de tudo isso, quem diria eu?!
Quem me diria eu? Logo eu?!

Que sou adepta da farra, que nos tempos áureos...
... vivia rodeada de excesso, hoje, impregnada da falta .

Fadada à escassez...
Eu, logo eu...
... que vivia desse exercício, que pra mim, era quase vício.

Vou cortar um bolinho, ver se corto essa fase, se desfaço essa mandinga.
Corto o bolo e volto à ativa.

Cristiane, cortando um bolinho.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Carnaval!


Enfim é carnaval...  
...a ordem é alegria!!!

Agora é que são elas...
Não cabe melancolia, nem blasfemar nestes próximos dias.

Tudo que me chegar de novo, vou tratar como tal.
Vou aproveitar, me esbaldar, eu vou liberar geral.

Tudo vai ser festa...
Vou borrar a maquiagem,
...desfiar a meia fina...
Rasgar a fantasia!!!

Eu vou pular,  mais que pipoca de panela.
Eu quero ferver, gritar, cansar as canelas.

Serão aceitos... sorrisos, bom humor, boas energias e até selinhos!
...para o mau humor, fica o aviso na porta...

- Não tô!

Cristiane, canavalesqueando.






quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Proíbo-te...



De se esquivar, me evitar, se conter.
De me desprezar, não me procurar...
...não me abastecer.

De com outras se deitar, relacionar...
...apaixonar, refestelar, amar e viver.

Dos meus beijos, não lembrar.
Do meu corpo, não necessitar.
Do meu intelecto, não lhe faltar.

Proíbo-te... de não mais me amar!
Proíbo-te... de não mais me querer!

Mas sobretudo...

Do meu sorriso levar, da minha alma tomar, de me fazer sofrer.
Da minha paz se apossar, do meu sossego não devolver.


Cristiane, proibitiva.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dormi para você.



Fui deitar... mexida.
Revirada, pouco amada.
O sono não me vinha.
A paz não me chegava.

De um lado para o outro.
De um outro lado, outra ao seu lado.
Isto posto, isto afirmado.
Ainda tenho outra visão, ainda nos vejo, por outro lado.

Reviravoltas em meu colchão, 280, 360, em vão.
Aquele mesmo leito, onde já deitei em seu peito.
Mantenho por insistência, o mesmo suspiro...
Que me arrancavas no ímpeto.

Já o cansaço me vence.
Já o desanimo me toma.
Não demora e pego no sono.
Não demores e me pegas... em sonhos.


Cristiane, sonolenta.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Ponto.



Eu vou deixar pra lá.
Vou parar de te procurar.
De espiar.
De te seguir, de me guiar.

Não vou mais te ligar.
Nem mandar recados.
Vou me resguardar.

Essa saudade não vai mais, falar por mim.
Eu que a engula, que a guarde, tranque e não a deixa escapar.
Vou dar um basta nisso.

Vou enterrar estes restos.
Vou melhorar, me ajeitar.
Caçar outro rumo, vou ver se me aprumo.


Cristiane, dando um jeito.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Calando




Não me dê os créditos, não me cite.
Eu engulo seco, eu finjo que não vejo.

Não me exponha, não me exponho.
Nada que faças, me diz respeito.

Por tudo que se passou, por nada que ficou.
Era de bom tom, repito...respeito.

De mim, só terás isso.
O que já fui o que não fomos.

Conhece-me...
Se me irrito, se nada falo...
Se me calo...
É porque, já não mais te amo!

Cristiane, querendo as vísceras de um!