segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Boletim informativo I




Faz-se verão, em mim.
Tenho um brilho, mais reluzente.
Um calor, mais ardente.
Emano felicidade.

Projetos concluídos.
Dias, mais curtos.
Horas, escassas.
Um transbordo de amor, desmedido.

Invadida, de um bem estar!
Remexida, de bem com a vida!

Cristiane, envolvida!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Stop!



Uma pausa, para respirar fundo.
Inspirar.
Inspirar-me !
Respirar.


Aquele momento meu.
Eu.
Aquele recesso, necessário.
Planejado.

O intervalo, desejado.
Um inicio, um começo e um fim.
Catalogados.

Tomar um ar, uma água, coragem.
Refazer às forças, recarregar as armas.
Retocar a maquiagem.

Vou, louca!
Para, voltar sã.

O plano é...
Reequilibrar-me em outras bandas!
Tocar, em outro terreiro.
Voltar com saudade, do que hoje me enjoa.

Cristiane, indo ali!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Baixando as armas, jogando flores ao mar.


Já fui, mais ousada com você.
Menos menina, mais mulher.
Menos capitã, mais anfitriã.
Perdida entre um momento e outro, me achava.

Desconstrui momentos, criei uma vida, itinerante de amor.
Foi um vai e vem, enjoativo, ainda hoje se olharmos no telescópio...
Um vai.
Outro vem.

Um mar nada calmo, enfrentei tormentas e tubarões.
Marola, era luxo, nessa minha navegação.

Descasquei poucas batatas, muitos abacaxis.
Quando avistava um porto, rezava pra que fosse seguro.
Seguramente me iludia, no intuito de não esmorecer, seguir em frente.
Melhor viver.

Tendo em mãos, uma nova carta de navegação.
Encerei o convés.
Troquei a tripulação.

Há quem diga, que agora minha embarcação, chega no meu lá.

Cristiane,navegando em mar aberto.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Partes inteiras.


Ainda lembro, quando todas partes minhas, eram suas.
Partes inteiras, metades faceiras.
Lembro da falta de preferência, qualquer parte minha, era Tua e única.
Tiravas prazer, fosse de onde fosse, dava prazer onde fosses, em mim.

Virava-me do avesso, dizia ser meu avesso, ainda mais excitante, que o fora e dentro.
Não paravas por aí, tiravas de mim, mais do que eu mesma, achava que podia ceder.

Ali eu era perfeita, única e preferencial.
Tua e somente, Tua, incondicional.

Estar preza à Ti, era exercício de liberdade.
Eu a exercia, com seu aval.
Por mais que eu me dispusesse, mais de mim exigias e eu...
Dava sempre mais, Lhe servia.

Cega me tinhas, cega eu ia.
Satisfazer Teus desejos, era o meu desejo.
Eu satisfazia-me, ao vê-Lo, embriagado de poder, sobre mim.

Mais que Tua submissa, eu era dona das minhas vontades.
Dona plena de mim, entregava-me a Ti.

Cristiane, sedenta.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Re- pensando.


Para não deixar nada pra lá, eu tinha a mania de juntar tudo.
Misturar.
Pegava tudo, acoplava, colocava aqui e ali, abraçava  o que dava, o que faltava eu voltava depois, para buscar.
Amontoar.
Ainda assim, existia a sensação de que nem tudo estava ali, faltava muito de mim.
Incompleta.

Com o tempo, as manias foram se alterando, como a vida, como eu.
Mutação.
Eu já não levava tudo, mas não me permita deixar muito.
Transformação.
Já convivia melhor com a falta, com o excesso, eles me eram parceiros.
Renovação.

Mistura vai, peneiras vem, cá encontro-me, reencontram-me.
Mais ousada, vívida, abusada.
Melhorada.

Cristiane, analisando.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Destilando!



Eu queria sempre, entrar pela porta da frente, mas não sou igual à você, acredite eu sou diferente.
Eu me arisco mais, mas não se desmereça, não precisamos ser iguais.
Eu pulo janelas, não para cortar caminhos, eu só não deixo , os obstáculos me impedirem.
Tudo bem, não precisa me seguir, fica onde está , que aqui já foi, mas não é mais , meu lugar.

Estou sempre , alguns passos à frente, não desanime, mas também não se esforce demais.
Cada um tem sua vez e seu lugar no pódio, nem tente, quando você chegar, já não estarei lá.

Bem sei, que às vezes é inerente ao seu querer, querer me imitar.
Eu percebo, mas deixo passar!
Tem vezes que desejei brigar, mas aprendi a não perder, só tenho tempo à ganhar.
Logo, vejo, rio e deixo pra lá.

Hoje vim escrever, para um dia reler, só para firmar.
Ser,estar e agir diferente, é exercício diário.
Dificilmente, você chegará lá!

Cristiane , envenenada.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vendo o tempo (passar),Quer comprar?


Quando dei por mim, já era hoje.
Quando, me lembrei, tinha sido ontem.

Existe uma sensação, de estar sempre atrasada, a ansiedade do chegar e a frustração de não entrar, me faz pensar em voltar.

Sento ali e lá refaço meus planos, salvo enganos, levanto com a certeza , que desta vez, vai dar.

Tenho a nítida impressão, de que existe uma conspiração contra mim, entre tempo e sentimento, algo bem bolado, um degrau acima do rascunho, algo mirabolante, bem estruturado.

Me pega na esquina, assusta, engana, desanima.Uso de forças, que nem julgava serem minhas.

Ergo a cabeça, bato o pé, pirraço, desafio.Valha-me meu São Lourenço da Insistência Latente, olhai por mim, olhai pelo meus, pelos que já foram meus e por todos que ainda hão de ser.

Cristiane, atrasada!