segunda-feira, 11 de novembro de 2024

 



CARATCERES, COM VONTADES IMPRÓPRIAS.

 

As palavras me visitaram. Sinal que a dor me tomou.

De forma que, os caracteres vão se unindo uns aos outros, organizam-se e por vontade só deles, impõem-se, expõem-me.

Sim, era de meu conhecimento, que não seguro a dor, ela quando cresce, vem como um espectro, me invade, quando dou por mim, já não sou dona, das ordens às pontas dos meus dedos, eu escrevo.

Cai-se por terra, orgulho, não verdades e segredos.

Fica nítido, que não segurei, que transbordei, que grito em negrito, que desabei.

Cristiane, reescrevendo-se.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

 




Meu sertão, virando mar.

 

Hoje, houve transbordo, romperam-se adutoras, barragens, aqui pelo meu interior.

Meu agreste, inundou.

Meus olhos não suportaram, minha alma, soltou a mão do meu raciocinar.

 Sentimentos se largaram, eu me soltei.

Hoje e talvez só por hoje, eu chorei de uma forma sublime. Chorei rezando, agradecendo.

Derramei-me, em gratidão.

Foi libertador, por que eu sei a diferença...

Já chorei tão desrespeitosamente, de dor, amor e desamor.

Por sinônimos e antônimos, côncavos e convexos. Tão despercebidamente, por birra, raiva, rancor.

Mas hoje não...

Hoje servi no cardápio: Proteínas, lipídios e mucina, tremi na pitada, ficou tudo tão salgado.

Deu-se uma pororoca, de dentro para fora aqui, uma enxurrada de sentimentos represados.

Não tentei resistir, não lutei contra, tanto eu quanto minha maquiagem, fomos à forra.

E foi tanto agradecimento, que só agora, envolta em lenços e suspiros, me dei a real conta.

Sou grata, ainda que aos prantos.


Cristiane, em transbordo.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Estamos!!!

 





Nos olhávamos, mas não nos víamos.

Convesavamos, mas não nos ouvíamos.

Em algum momento, que não era o meu, que  não era o seu.

Uma chave virou, algo se deu. 


Não almejávamos, um ao outro, não nos sonhamos, nem pedimos. 

Muito menos, nos planejamos. 

Foi no tempo de Deus. 

Acatamos. 


Teve a euforia do inicio, o Tesão do princípio. 

As dúvidas, da falta de costume. 

A luta, de seres humanos diferentes, optando por uma união. 

Por fim, o Eu quero, Você também, porque não?


Como os Nãos, eram inúmeros, optamos  por transgredir. 

Já que não dá, demos. 

Já que não condiz, fizemos. 

Já que não  ia, fomos.

Estamos  e nos amamos. 


Cristiane Gonzaga, mexida com os nossos 2920 dias!


sábado, 29 de maio de 2021

Egocentrismo.

 

Egocentrismo.

 


Falei bastante, como é de costume.

Ainda assim, eu tinha tanto a lhes dizer.

E, se foram sem ouvir os meus mais agudos gritos. ( do meu choro por perde-los).

 

Ri tanto, foram gargalhadas inúmeras.

Mas, eu ainda tinha tanta felicidade, em mim para com Eles.

Rio com as lembranças, choro com a falta.

 

Estivemos juntos, na melhor forma do estar.

Da melhor, maneira que pudemos.

Deu-se o tempo, e não os tenho mais.

 

Eu que sempre transbordei, que pouco espaço deixe em stand-by.

Tenho hoje um oco em mim, até eco faz.

Ouço vez ou outra: Vivem, mas nesta vida, não nos veremos mais.

 

Cristiane, egocentricamente falando sobre suas perdas.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

 

Trancafiada na Pandemia.




Era uma questão, maior que meus desejos.

Aqueles, que tenho, vez em quando.

E quando em vez, exponho, recolho, tranco-me.

 

A decisão, tinha que ser unanime.

Nada tinha a ver, com minhas fases de introspecção.

Meus sentimentos egoístas, não puderam estar em voga.

 

Eu que muitas vezes, me recolhi, para renascer.

Fui obrigada, a me encolher!

Para que eu e os meus, pudéssemos viver.

 

Cristiane, relatando a pandemia.

 

 Tempo, tempo, tempo!


Faço um acordo contigo...

É nítido, que não ornamos.

Não somos compatíveis.

Não nos damos.

 

Existe um ranço, mútuo.

Um fuso horário, desencontrado.

 Onde nossas opções foram discrepantes.

Quando eu lá, você cá!

 

Entendendo, que não vieste para me servir.

Entenda que, não vim para lhe ser subserviente.

Ainda que não me favoreça.

Por gentileza, não me atropele, não me enlouqueça.


Cristiane, Obrigada, de nada.

 Ponta dos dedos.


Hoje, senti um formigamento na ponta dos dedos.

Queria ser dada à arrepios, para entender minhas intuições.

Mas as minhas, me chegam assim:

Ardendo, minhas mãos.

 

Fez-se um tempo, muito longo.

Deixei, deu-se um intervalo gigante.

Um espaçamento, avassalador.

Não escrevi, não descrevi minhas vitórias, minha dor.

 

Entendo que é tempo de renovação.

Mas tenho um comunicado, meu caro leitor.

Tenho um passado, passado, não publicado.

Sentimentos, sentidos, não digitados.

 

Cristiane, sentindo pelas pontas dos dedos.


quinta-feira, 16 de abril de 2020

QuarenTema.







Quarentema!

Atípico e inusitado, esse meu mês de aniversário.
Um Abril, nunca antes visto e vivido, na história deste País.
Ariana em isolamento pessoal, sem ser opcional.

Quem me diria, quem nos diria...
 Quem me dirá?
Ariana sem tumulto, fervo, festa, vucu vucu.

Ariana, mantendo distância, por precisão?
Tendo que escolher, pessoas, por imposição?
Coisas que sempre fiz, por diversão!

Se era para ser castigo, após as chibatadas.
Não esqueçam a salmoura.
Ou, sou capaz, de me acostumar.

Viver em isolamento.
Achar graça.
Sozinha, bailar e cantarolar.

Cristiane, quarentenada.


Um tatinho de mim...





Um tantinho de mim...

Sou dada abraços efusivos, locuções estridentes de amor.
Gosto de festejar-me!
Auto estima, é amiga próxima, aquela que mata na unha e afaga, se necessário for.

Seletiva por, intuição, desejo, frescura e cisma.
Minhas, ponto.
Sigo, parcelando os erros, convivendo com os, nem tantos, porém meus, acertos.

Excesso, é meu segundo sobre nome.
Temos esta relação, de amor e ódio.
Por ele, peco, sofro, exagero, mato e morro.

Ponderação, é   aquele supérfluo, que eu sempre desejei no porta joias.
Aquele anel de brilhantes, o brinquinho de pérolas negras.
Que seria usado, sempre em momentos decisivos.

Sim, nos outros momentos, trabalhamos, com espontaneidade.
Um tantinho de estudo, vivência, fé e a tal soberba.
Que se dela não falo, não concluo o texto.

Cristiane, em  um tantinho de mim.



ABRIL!






Abril!

Como um zíper, manuseado por mãos habilidosas.
Talvez como uma cratera, em um solo, mal utilizado.
Abril, sempre abre, lacunas em mim.

Abriu e curiosamente, não sei o que encontro.
Nem mesmo, se me encontro, neste infinito.
Neste emaranhado de sentimentos, gigantescos e igualmente restritos.

Abril, abre-me, rasga-me o peito, fora a fora.
Dilacera, exponho-me e como um não sei que...
Ele finda, passa, acaba e vai embora.

Refaço, fecho, reintegro-me.
Então...passo a mão sob as cicatrizes.
Consigo contar os pontos, externos, um a um.

Nada, volta a ser como antes!
Abril, abre-me leques, oportunidades, verdades.
Um ciclo, único, meu e estranho, mas seguimos jogando aberto.

Cristiane, abrindo-se em Abril.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Desequilíbrio



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Quando me dei conta...
Quando, atentei-me?
Quando, eu não fui eu.

Coisas estranhas, estavam ocorrendo.
Eu estava estranha e correndo.
Estranhamente, quis correr dali.

Espero ter percebido a tempo.
Percebi, mas já se tinha passado muito tempo.
Daqui, vejo um tempo passando.

Não uso mais, salto alto todo dia.
Todo dia salto, coisas que eu não deveria.
Alto hoje, somente minha histeria.

Cristiane, Saltando e deixando lacunas.





quarta-feira, 12 de junho de 2019

Antíteses!


Sou dada à explosões, comemorações, efusões.
Ele não é dado ponto.
Contido, regrado e longe de ser recatado.

Falo para danar, sanar e amar.
Falo, até quando não quero falar.
Ele, não é de alarde, sobre Ele, quase nada se sabe.
Tem posicionamentos pontuais, colóquios excepcionais.
Fala e conversa bem, Meu bem!

Somos o côncavo e o convexo.
O avesso, do avesso, do avesso, diz: Caetano!
Água ( Perrier) no  azeite ( do bom).
Diz Chico Buarque, que Ele é mais DO SAMBA, DO QUE DO AMOR!

Eu que não me abalo, deixa Ele ser assim.
Eu ser ( viver ) assada. Que tá bom para mim.
Com Ele, eu me chacoalho, misturo, eu forço a barra.
Todo dia uma confusão, mas... um único motivo para a reconciliação.

Quando em cacos...
Tem quem use Super Bonder,  para seus arremates.
 Eu amo e sou amada.

Cristiane Gonzaga, enamorada!

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Barril de pólvora


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Nem tente...
Não me chame para um café.
Posso te induzir a um cigarro.
Assim, mandamos tudo pelos ares.

Não se iluda. Não nos iluda.
Meu semblante, não mudará, com uma boa leitura.
Hoje, nem mesmo meu poeta preferido.
Hoje, nem mesmo Neruda.

Pelo amor que tens, aos teus globos oculares.
Não, me olhe, não me toque, se toque.
Estou por pouco, estou por um fio.
Vísceras, hoje, seriam lanchinho.

Prestes à explodir, não verifiquei a mangueira do gás.
Não conferi, os botões do fogão.
Hoje, gestos simples...
Como... um dedo no interruptor de luz, uma água quente para um chá...
Pode nos findar.

Cristiane Gonzaga, pavio curto.

Contas de Abril.




 Resultado de imagem para abril, inferno astral
Quando nada se encaixa.
Mas não é tempo de reclamar.
Pergunto, com as mãos na cintura;
-  Quando será?

Quando você confere, item a item.
e...
Falta muito do pouco, solicitado.

Em fase de balanço.
Quando a conta não fecha.
Você bate?

Que mesmo, quando predisponho-me a fracionar...
Subtrai, divide, multiplica-se.
Mas pouco se vê, somar.

Deixa estar...
Que Abril, não tarda a findar.
Breve, dou tchau ao inferno astral.
Aperto o reiniciar.

Cristiane Gonzaga, infernalmente nesse astral.

Azeda


Resultado de imagem para limão em formato de coração

Vou me valer da data, zodíaco, ciclo e eleições passadas.
Justificar-me-ei.
Ando e paro-me azeda.

Minto ao afirmar, que tento acalmar-me.
Respirar.
Falácias.
Não, eu não quero paz.

Eu quero guerra.
Gritar, espernear, esbofetear.
Mesmo não sendo dada, à agressões.

Posso não olhar, que tenho mal estar.
Porém, hoje, hoje, quero ver sangue.

Constato, que nenhum adocicar, me cabe.
Que nenhum apaziguar, resolva.

Quando azeda, levanto e penso:
Mate ou morra.

Cristiane Gonzaga, sem açúcar e sem afeto. ( Desculpe Chico)


sexta-feira, 22 de março de 2019

Não Grite.





Não espero que grite, como eu gritaria.
Nem mesmo, que leve à mão ao peito.
Sim, eu enfartaria.

Sei que não é dado à arroubos.
Ao menos, não pelos quais, eu morreria.

À tempos, reduzi minhas expectativas.
Desconfio que minei, desmereci, o que em mim, te atraia.

Cá estamos, batendo cartão, cabeça, vivendo amenos, vendo nosso desejo minguando.
Não...
Não tarda, nos perderemos...
Colocando em dúvidas, se realmente  nos achamos.

Teus olhos já não brilham, com a minha imagem
Tua pele, não arrepia com a minha presença.

Não...
Não me sinto, desejada.
Ou recomeçamos ou findamos a tormenta.

Cristiane Gonzaga, atormentada.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Grito calado.


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Sabe aquele grito?
Daquela constatação, que a dor alheia, em algum momento, não lhe será tão alheia assim.
Sabe aquele grito?
Daquela sensação de perda, que você olha para o lado e tudo está ali, porém sem prazo de validade.
Sabe aquele grito?
Daquele agradecimento, que não fizemos, que mesmo fazendo agora, parece não bastar.
Sabe aquele grito?
Daquele momento perdido ou mesmo do aproveitado ao máximo, que nunca saberemos se é o último.
Então...
Esse grito, está aqui calado.

Cristiane Gonzaga, gritando para dentro.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Por estas e por outras.


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Difícil, quase impossível.
Estar alheia, à tantos acontecimentos.
Sabe?
Quando o fingir demência, não cabe.

O momento que:
Tudo ao mesmo tempo agora.
Faz todo o sentido.
Encaixa, explica-se por si só.

E
Nada é leve...
Parcelado, dividido, em doses homeopáticas.
Torrencial, abrasivo, invasivo.

De forma que sua energia, baixa.
Curva, arca-se .
Então, dá-se a hora, de buscar reservas.
Abrir baú, rever, crer!

Cristiane Gonzaga, em tempos nebulosos.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Por esse e outros!




Perdi a mão, perdi-me.
Alguns sentidos, muitos sentimentos também, abandonaram-me.
Suponho que demorei à perceber, pelo complexo fato, de que quando algo se ausenta.
Outros tantos alheios, se sobrepõem.

Ia seguir, mas parei para refletir.
Me apontam!
Eu?
Quase que olhando por cima dos ombros, descrendo.
Mas sim, eu!

Não é soberba, nem nada.
Mas... causa-me espanto, tudo que me é novo sentir e viver.
Espantada me sinto.

Voltei 3 casas.
Sem manual.
Com questões e sem respostas.
Sem a mínima condição, de sobre o fato, fazer troça.

Cristiane Gonzaga, retrocedendo.





terça-feira, 31 de julho de 2018

Por Opção!




Não havia, apostas favoráveis.
Nem tempo...
Existia ventania, em você.
Dentro e fora de mim!

Não tinha, quem nos dava valia.
Muito menos, quem nos diria.
Eu, não lhe bastava.
Você, não me merecia.

Nesse todo, havia verdade.
Olhando de perto, anomalia.
Não encaixava, não completava, não cabia.

Apostamos nossas fichas.
Penhoramos nossas dores.
Mesmo, nós mesmo, não nos acreditando.
Solicitamos ao Universo, uma chance.

Seguimos em resistência.
Tendo, dias sim e dias não.
A realidade em nosso calcanhar.
A vida que optamos por levar.

Cristiane Gonzaga, resumão dos nossos 1460 dias, por opção.