terça-feira, 16 de julho de 2013

Não sonhei com você...



Juro que tentei.
Antes de deitar, revirei o baú de fotos.
Vi uma a uma...
Quase chorei.

Fui até sua gaveta, vazia...
Nenhum pijama, nenhum par de meias.
Quase chorei.

Sabe aquela gargantilha, que você me deu?
Mesmo com roupa de dormir, fui lá  e coloquei.
Olhei no espelho, me veio lembranças, algumas boas...
Quase chorei.

Deitei-me...
Na gaveta do criado mudo, peguei aquela venda.
Aquela que vivi com ela, a maioria do tempo que fiquei com você.
Sim, aquela que me livrava da possibilidade de ver.
O que poderia me obrigar, a livrar-me de você.

Adormeci.
Não sonhei com você.
Quase chorei.

Cristiane, quase chorando.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mais que isso...



Que a vida seja, mais que isso.
Mais que promessas, mais ou menos cumpridas.
Mais que verdades, induzidas.

Mais que,  indiretas dirigidas.
Desculpas, ao léo deferidas.

Que, predomine as verdades.
Opto por dores verídicas.
Saber-se há, pelo que sofrer.

Que faça-se realidade, o nosso desejo.
Faz-se necessário entender...:
Importa-me, o meu querer!

Deseja-se um tanto mais de cuidado.
Um pouco mais de atenção.
Um olhar mais específico, jamais menos ousado.

Cristiane, desejando mais.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Trato.



Façamos assim, atravesse a rua.
Eu finjo que não te vi!

Só responderei o que me pergunta.
Prometa  não caçar assunto.

Não me atenda na primeira, chamada.
Eu vou me esforçar, para continuar dizendo não.

Se por acaso não agüentar, peça desculpas e pode desligar.
Prometo não questionar.

Vamos nos esforçar.
Longe esta difícil...
Mas perto, pode piorar!


Cristiane, tentando.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Parte Oito ( de coisas à te dizer)


 

Deixe-me quieta, não faça alarde.
Acredite meu peito, ainda arde.

Agora que tenho paz.
Não perturbe, não ouse, não me tente.
Ainda, estou em reconstrução.

Nada que me diga, será relevado.
Nada, do que você  não consiga, será perdoado.

Se procura motivos, posso dar-lhe muitos.
Mantenha distância, acredite em mim, é mais seguro.

Arme-se com toda a coragem que teve de ir.
Defenda-se de mim, com toda a covardia que teve, quando decidiu não ficar.

Cristiane, com a ferida aberta

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Aquietando-se!



Tem-se o momento do silenciar.
Do nada dizer, engolir seco, remoer.

Esforço-me para amadurecer.
Digerir, não enlouquecer.

Leio-te, creia chego à escutar-Te.
Calo-me, sufoco, finjo não ver.

Opto por segurar-me, já usei desta arma.
Enraiveci, mas não morri.

É crença antiga, que quanto mais se debate...
...menos se instiga.

Consciente, me digo não é pra ti.
Inconsciente, quero bulir.

Cristiane, exercitando o ficar quieta.



terça-feira, 11 de junho de 2013

Acredite.




Eu amo desde menininha.
Depois que aprendi ler...
Tive um namorado por dia.

Promiscua, jamais... e se o fosse
Culpa minha não seria.

Gosto da ficção, de poesia.
Filmes românticos e letras de músicas tristes...
Levam-me do êxtase à histeria.

Esses autores influenciam-me!
Sofro de amor todos os dias!

Cristiane, amando

Lembranças!



Não há nenhuma memória em mim, da qual não se interligue à paixões tórridas.
Dias de euforia, muitos destes dias... coração em disritmia.
Boca seca, depois bem molhada por Sua saliva.
Promessas, cobranças, meu corpo no Dele à noite, brigas durante o dia.

Já se foi tanto suor, que quando vinham as lágrimas, eu às confundia.
Pensei tantas vezes: Sofrer era inerente, quanto mais isso se dava...mais eu O amaria.

Em algum momento, passava-me uma brisa de consciência.
Um minuto de sabedoria.
Dava-me a louca, agia.
Botava pingos nos is...findava a baixaria.

Então, chegava-me o inverno.
Meu corpo tremia.
Algumas sensações como inanição, abstinência, casa vazia.

Quando no limite, eu me rendia.
Quando não, Ele me socorria.

Cristiane, lembrando.