quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Voltinha ao passado.



Sei, você, tal como eu, sabe exatamente qual é a sensação, de já ter estado aqui.
Um remember forçado, um Déjà vu aliado.

A nítida impressão, que se não estive aqui, aqui já esteve em mim.
A dúvida latente, se já passei no passado, ou se passarei no futuro.

Chega a não ser, engraçado.
Beira a façanha, do desesperar calmamente.
A incoerência, do serenamente enlouquecer.

Já estive, tantas vezes aqui, que hoje cheguei de olhos fechados.
Tinha café na garrafa, sequilhos no potinho de vidro.
No chão, farelos da última visita.

A porta estava entreaberta, a janela sem trincos.
O rádio ligado, a luz do corredor acesa.

Sentei na pontinha do braço do sofá, desta vez fiquei um tempo menor que da outra.
Estranhamente, a casa não tinha mais o seu cheiro.
Levantei.

Voltei, sem deixar um recado na geladeira.
Enfim, não desejei dizer que voltaria depois.

Cristiane, voltando do passado.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Alterações!


O clima , não atende mais as estações do ano.
Ela liga, ele desliga.
Temos crise , na hierarquia terrestre.

Alteraram o cronograma, das luas.
Ouve-se boatos, sobre a mudança de São Jorge.
Diz-se à boca miúda, que Ele, dentro de pouco tempo, muda-se para uma Quarta Minguante, sozinho, não poderá levar o dragão por falta de espaço!

Esta é a situação:
Deu-se a confusão.
Danou-se tudo.

Hoje, eu tinha um encontro marcado com o sol.
Vim à caráter, mas qual não foi minha surpresa:
Veio ao meu encontro, Sra. Raio de mãos dadas com Sr. Trovão.

Que vença o melhor!
Que não me incluam , nessa não!

Cristiane, em mudanças climáticas.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Boletim Informativo II



Ando, com desejos pendentes, pensamentos ardentes, questões à serem resolvidas, futuramente.
Rogo que esse prazo, não seja tão longo, não se estenda mais, do que o estritamente necessário.
Que a ansiedade, não me consuma, que eu não definhe nessa espera.

Navego em mar calmo, mas me apetece o mar aberto, ondas tsunamicas.
Ser surpreendida, ainda trás mais, tempero à minha vida.

Sementes em solo fértil, fé em abundancia, uma pitada de sorte.
Um dar de ombros, à negatividade, um cálice bem servido, de vitamina à minha positividade.

Cristiane, acreditando.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Boletim informativo I




Faz-se verão, em mim.
Tenho um brilho, mais reluzente.
Um calor, mais ardente.
Emano felicidade.

Projetos concluídos.
Dias, mais curtos.
Horas, escassas.
Um transbordo de amor, desmedido.

Invadida, de um bem estar!
Remexida, de bem com a vida!

Cristiane, envolvida!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Stop!



Uma pausa, para respirar fundo.
Inspirar.
Inspirar-me !
Respirar.


Aquele momento meu.
Eu.
Aquele recesso, necessário.
Planejado.

O intervalo, desejado.
Um inicio, um começo e um fim.
Catalogados.

Tomar um ar, uma água, coragem.
Refazer às forças, recarregar as armas.
Retocar a maquiagem.

Vou, louca!
Para, voltar sã.

O plano é...
Reequilibrar-me em outras bandas!
Tocar, em outro terreiro.
Voltar com saudade, do que hoje me enjoa.

Cristiane, indo ali!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Baixando as armas, jogando flores ao mar.


Já fui, mais ousada com você.
Menos menina, mais mulher.
Menos capitã, mais anfitriã.
Perdida entre um momento e outro, me achava.

Desconstrui momentos, criei uma vida, itinerante de amor.
Foi um vai e vem, enjoativo, ainda hoje se olharmos no telescópio...
Um vai.
Outro vem.

Um mar nada calmo, enfrentei tormentas e tubarões.
Marola, era luxo, nessa minha navegação.

Descasquei poucas batatas, muitos abacaxis.
Quando avistava um porto, rezava pra que fosse seguro.
Seguramente me iludia, no intuito de não esmorecer, seguir em frente.
Melhor viver.

Tendo em mãos, uma nova carta de navegação.
Encerei o convés.
Troquei a tripulação.

Há quem diga, que agora minha embarcação, chega no meu lá.

Cristiane,navegando em mar aberto.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Partes inteiras.


Ainda lembro, quando todas partes minhas, eram suas.
Partes inteiras, metades faceiras.
Lembro da falta de preferência, qualquer parte minha, era Tua e única.
Tiravas prazer, fosse de onde fosse, dava prazer onde fosses, em mim.

Virava-me do avesso, dizia ser meu avesso, ainda mais excitante, que o fora e dentro.
Não paravas por aí, tiravas de mim, mais do que eu mesma, achava que podia ceder.

Ali eu era perfeita, única e preferencial.
Tua e somente, Tua, incondicional.

Estar preza à Ti, era exercício de liberdade.
Eu a exercia, com seu aval.
Por mais que eu me dispusesse, mais de mim exigias e eu...
Dava sempre mais, Lhe servia.

Cega me tinhas, cega eu ia.
Satisfazer Teus desejos, era o meu desejo.
Eu satisfazia-me, ao vê-Lo, embriagado de poder, sobre mim.

Mais que Tua submissa, eu era dona das minhas vontades.
Dona plena de mim, entregava-me a Ti.

Cristiane, sedenta.