sexta-feira, 22 de março de 2019

Não Grite.





Não espero que grite, como eu gritaria.
Nem mesmo, que leve à mão ao peito.
Sim, eu enfartaria.

Sei que não é dado à arroubos.
Ao menos, não pelos quais, eu morreria.

À tempos, reduzi minhas expectativas.
Desconfio que minei, desmereci, o que em mim, te atraia.

Cá estamos, batendo cartão, cabeça, vivendo amenos, vendo nosso desejo minguando.
Não...
Não tarda, nos perderemos...
Colocando em dúvidas, se realmente  nos achamos.

Teus olhos já não brilham, com a minha imagem
Tua pele, não arrepia com a minha presença.

Não...
Não me sinto, desejada.
Ou recomeçamos ou findamos a tormenta.

Cristiane Gonzaga, atormentada.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Grito calado.


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Sabe aquele grito?
Daquela constatação, que a dor alheia, em algum momento, não lhe será tão alheia assim.
Sabe aquele grito?
Daquela sensação de perda, que você olha para o lado e tudo está ali, porém sem prazo de validade.
Sabe aquele grito?
Daquele agradecimento, que não fizemos, que mesmo fazendo agora, parece não bastar.
Sabe aquele grito?
Daquele momento perdido ou mesmo do aproveitado ao máximo, que nunca saberemos se é o último.
Então...
Esse grito, está aqui calado.

Cristiane Gonzaga, gritando para dentro.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Por estas e por outras.


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Difícil, quase impossível.
Estar alheia, à tantos acontecimentos.
Sabe?
Quando o fingir demência, não cabe.

O momento que:
Tudo ao mesmo tempo agora.
Faz todo o sentido.
Encaixa, explica-se por si só.

E
Nada é leve...
Parcelado, dividido, em doses homeopáticas.
Torrencial, abrasivo, invasivo.

De forma que sua energia, baixa.
Curva, arca-se .
Então, dá-se a hora, de buscar reservas.
Abrir baú, rever, crer!

Cristiane Gonzaga, em tempos nebulosos.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Por esse e outros!




Perdi a mão, perdi-me.
Alguns sentidos, muitos sentimentos também, abandonaram-me.
Suponho que demorei à perceber, pelo complexo fato, de que quando algo se ausenta.
Outros tantos alheios, se sobrepõem.

Ia seguir, mas parei para refletir.
Me apontam!
Eu?
Quase que olhando por cima dos ombros, descrendo.
Mas sim, eu!

Não é soberba, nem nada.
Mas... causa-me espanto, tudo que me é novo sentir e viver.
Espantada me sinto.

Voltei 3 casas.
Sem manual.
Com questões e sem respostas.
Sem a mínima condição, de sobre o fato, fazer troça.

Cristiane Gonzaga, retrocedendo.





terça-feira, 31 de julho de 2018

Por Opção!




Não havia, apostas favoráveis.
Nem tempo...
Existia ventania, em você.
Dentro e fora de mim!

Não tinha, quem nos dava valia.
Muito menos, quem nos diria.
Eu, não lhe bastava.
Você, não me merecia.

Nesse todo, havia verdade.
Olhando de perto, anomalia.
Não encaixava, não completava, não cabia.

Apostamos nossas fichas.
Penhoramos nossas dores.
Mesmo, nós mesmo, não nos acreditando.
Solicitamos ao Universo, uma chance.

Seguimos em resistência.
Tendo, dias sim e dias não.
A realidade em nosso calcanhar.
A vida que optamos por levar.

Cristiane Gonzaga, resumão dos nossos 1460 dias, por opção.



segunda-feira, 21 de maio de 2018

Meu amor.




O meu amor atormenta.
Assim como, no meu amor...
Há tormentas.

Nestes dias, há rebuliço, mar revolto.
Eu mexida, dentro e fora.
Não tem descanso, não há paz, não tem marola.

O meu amor, tem dias de calmaria
Outros dias, não há calma.
Até outro dia mesmo, disso tudo, eu ria.

O meu amor, é anormal.
Porque em horas de aflição.
Passados por ela, resumimos.
- Haaa! Normal.

Já não denomino, o meu amor.
Um dia eu chamo, outro ele vem sozinho.
O meu amor.

E... Ele fica.
Ora, trás paz...
Ora, ventania.

Cristiane Gonzaga, amando.

Breve!





Coisas e pessoas breves.
Às vezes...
Acontecem juntas, unidas.
Outras tantas, em pitadas, separadas.

Em...

Um piscar de olhos.
Um sono pesado.
Um sonho, de qualquer Estação do Ano.
Um pesadelo, daqueles, de acordar suando.

O Breve, tem a conotação que damos.

Quando é muito bom, quando queremos guardar...
Vai breve, reclamamos.
Quando ruim, quando não nos encaixamos.
Rezamos, para que breve, estejamos livres, ainda assim...
Reclamamos.

O que não é  breve, é o prazo que às identificamos.

Assim, nos enrolamos.
Entre valorizar e desmerecer.
O breve, momento, coisa, pessoa...
Passando.


Cristiane Gonzaga, sendo breve.