segunda-feira, 19 de março de 2012

Então, eu disse não.



Depois de muito tempo, sem cogitar a negação...
Eu disse, não!

Após tanto esbravejar, bater o pé que não queria.
Maldizer as opções, renegar meu coração, abri mão .

Era mais forte que eu, acatar os seus rompantes.
Deixava você ir, porque eu sentia, que você sempre voltaria.

Acreditava na minha intuição, na nossa troca de energia.
Desacreditava no que me dizia, jamais no que você sentia.

Eu te largava, porque eu te pertencia.
Fosses onde fosses, no fim, era pra mim, que você vinha.

Não havia pressa, da minha parte.
Você podia ir, eu esperaria.

Muitas vezes, você veio.
Eu sabia.
Tantas e tantas vezes, eu te busquei.
Jurando de pé junto, que eu não queria.

Hoje, parece-me que tudo ajustou-se.
Se não fosse assim, só Deus sabe, como seria!

Cristiane , dizendo não!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Importante saber...



Dar, mas sobretudo, receber.
Não esquecer o passado, desejar o futuro, mas esforçar-se para o presente prevalecer.

A gente tende, à inverter.
Desmerecer.

Que, ir além não é passar por cima, é engrandecer.
Amar ao próximo, ao distante, mas antes e diante dos outros, saber amar-se.

Não poucas vezes, trocamos os pés, pelas mãos.
Pendemos, para amar mais o alheio.

Valorizar as dificuldades, mas dar mérito devido às facilidades.
Dosar, medir, equilibrar.

Podemos, gritar de amor...
Dar escândalos, de dor.

Que não há demérito, em ser frágil.
Mas que o foco maior, tem que ser, fortalecer-se.

Que, ser fútil, será a premiação que a vida nos dá, por tudo que somos e fazemos.
Que, nem só de pão vive o homem... logo, nem só de biscoito integral vive a mulher.

Querer mais é inerente...
A quem faz, por merecer.


Para dias ruins, que nos baste, cama fofinha e uma xícara de chá, claro, em uma boa porcelana.
Acreditar que no dia seguinte, por sorte, seu vestido vai ornar, com aquele batom, esquecido no fundo da sua nécessaire então, não haverá obstáculo, que não possa ser vencido.

Cristiane, acreditando que não basta ser forte, temos que nos valorizar!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Investidas, Indevidas!



Ele vai chegar,
Vai me enlouquecer.
Me tirar do sério, estremecer.
Deus queira, eu não me render.

Ele não vem leve, chega ventando, fazendo alarde, intimidando.
Dando o que eu não tenho.
Levando o que não me faz falta.

Não me promete, bens.
Não jura, fidelidade.
Não chega, com grandes planos.
Muito menos amistosidade.

Chega, sem grandes alterações.
Pasmo, em conhecê-lo tão bem e ainda assim , pasmar-me.
Quando eu virei a página, ele escreveu outro livro.
Surpreende-me.

Sei também, que medidas, não são bem vindas à ele.
Não mede esforços, nem conseqüências.
Meu consciente, me alerta:
Já sofrestes muito, por sua desobediência.

Cristiane, parcialmente!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Não, vou mais!



Eu não vou, mais te amar.
Amar, eu não vou mais.
Deixa eu te avisar, não vou mais.
Amor, amar.

Fique atento, não me perca de vista.
Quando menos você, esperar.
Quando mais, me desejar.
Eu, não vou mais.
Amar, amor.

Vou deixar, que esperneie.
Não vai adiantar praguejar, jurar...mudar.
Vou, haaa se vou, mas...
Te amar...
Não.

Estou avisando, para você não reclamar.
Chega, agora chegaaaaaaaa.
Eu não vou mais, te amar, não!
Faça sol ou faça chuva, amar, mais e mais...
Em vão, não!

Bate-se o martelo, fica aqui registrado.
Não, vou te amar mais!

Cristiane, não indo, mas...

Quieta...



Quando a tão sonhada, tranqüilidade me pega.
Embala meus sonhos, me acalenta.

Quando o conformismo, toma-me.
Abraça minha alma, acalenta meu coração.

Vem você, danando tudo, feito furacão.
Desarrumando, meu mundo.
Botando minhas certezas, no chão.

Quando, eu consigo ver novos horizontes.
Ter novos planos, alguns até insanos.

Quando, o desapego se faz, meu melhor amigo.
A esperança, anda de mãos dadas comigo.

Vem você, sem se chegar muito.
Invadindo-me aos poucos, porém de uma só vez.
Desestruturar o que nunca , esteve muito firme.

Hei, de dar uma de louca.
Desentender-te, para tentar entender-me.
Hei, de quando eu puder, correr.
Para quando, vir você e até quando você vir, eu quieta me manter!

Cristiane ,aquietando-se.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sobra...



Sou adepta da fartura, do esbanjar.
Gosto quando transborda, encharca, derrama.

Mais que gostar e adorar, prefiro quando dizes, me amar.
Pactuo dessa incrível sensação, do ser mais completa, quase obsessão.

Quando tudo parece de mais, eu não desconfio.
Não sou dada ao pessimismo, eu acredito.

Devota, do tudo ao mesmo tempo agora, deixo que a coisa cresça.
Invada-me...infle ...
Que chegue tudo e mais algumas coisas, que eu esqueça, porém mereça!

Me preparo, todos os dias, para a fartura, para a colheita.
Aqui nada é demais, tudo chega conforme o merecimento.

Não há desperdício, existe a felicidade do poder doar, dividir, compartilhar.
O indescritível, sentimento, do tenho...
Quer?
Faça por onde!


Cristiane, sobrando.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ciranda, cirandinha!


Vamos todos cirandar...
Que circulo vicioso é este, que nos enredamos...
Que nos envolvemos, que chego a descrer.

Uma ciranda , carregando pedras.
A cada giro, tomamos posições diferentes.

Vamos dar a meia volta, volta e meia, vamos dar...
Rodamos...
Nesta volta, mãos dadas firmes.
Na revolta, dane-se a roda.

O anel que tu me destes, era vidro e se quebrou...
Giramos...
60 bem.
180...reféns.
360 ...amém !

O amor que tu me tinhas, era pouco e se acabou...
Rodopio, lá e cá.
Saia sobe, saia desce.
Eu, me calo.
Você, emudece.

Cristiane, dizendo, um verso bonito e indo embora.