quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

547



Nem, era pra ser.
Por picuinha.
Pura falta, do que fazer.
Vai entender...

Até recusei.
Até recuaste.
Mas...
Tinha um querer!

Acendeu-se uma chama.
Te senti, tremer.
Tive medo!
Porém, quis você.

Não nos escolhemos...
Nem era para ser...
Hoje  vives em mim.
Vivo em você!


Cristiane, 547 dias depois.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Queimando a largada!



Não consegui me guardar para, quando o  carnaval, chegar.
Fui extravasando, sambando, beijando antes.
Fui vivendo,  gritando, chorando e rindo...
Eu, não soube  esperar.

Minha vida é assim, hoje eu sambo, descambo.
Amanhã, recomponho-me .
Tiro a tinta do corpo,  pago o preço, sofro.
Levanto e ando.

Ainda tenho um restinho de confetes, um rolinho só, de serpentina.
Saí aí pela vida, pulando e  distribuindo simpatia.
Seu Chico Buarque, caso eu precise, terá para me emprestar?
Desculpe, eu não soube me guardar,  para quando o carnaval chegar!

Eu nem vou tentar te enganar. Eu não tentei me guardar.
Nem saberia economizar, poupar-me.
Para mim, todo dia é carnaval.
*Amanhã tudo volta ao normal, deixa a festa acabar, deixa o barco correr!*


Cristiane, com os trabalhos, sempre abertos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

...e se não morro de amor. Vivo dele.



Não me desculpe.
Eu não saberia ser de outra forma.
Só sei amar, à 220 graus.
Estando na linha de tiro.
Correndo algum perigo.

Não aprendi  estar,  em segurança.
Não sei aceitar a escassez.
Minha meta é a bonança.

Por mimo, por arrogância.
Por querer e achar, que mereço mais.
Fecho os olhos,  tenho visões deturpadas da paz.

Se não for,  no meu tempo?
Pelo de quem eu deveria me guiar?
Só assim, eu sei amar.


Cristiane,  sempre quero mais.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Amor Cuidado! Cuidado, amor!



Todo dia, cuidamos um pouco.
Todo dia, ele espera ser cuidado.
Esse nosso amor, tende a ser mimado.

Já que é começo, que seja bem começado.
Que o alicerce, seja bem estruturado.
Com algum esforço e nunca forçado.

Estatísticas, Balancetes e resumos.
O meu,  o seu,  o nosso sorriso diário.
Dão a entender que, estamos acertados.

Quando acertamos arestas, isso também é cuidado.
Dói, dilui e nos trás acréscimos, doravante...
Cuidamo-nos, estamos cuidados.

Então, seguimos deixando crescer, com cuidado.
Quando excede, cuidamos e guardamos as rebarbas.
Para quando faltar, termos o cuidado, de procurar e cuidar.
Amor, cuidado!
Cuidado, Amor!
Amor cuidado!


Cristiane, cuidando do nosso amor!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Ouso...


Sim, eu quero!
Sim, eu desejo!
Saber o que pensa, quando entregue em teus braços, peço mais!

Quando  em completo desespero, imploro para que cesse.
Quando segundos depois, sou eu que te prendo.
Te uso, abuso.

Ouso desejar mais...
Querer infinito...
Acabar-me em gritos.

Cristiane, ousando.








terça-feira, 3 de novembro de 2015

Sem, para sempre!




Pensei em falar, sobre o hoje.
Sobre o aproveitar.
Sobre o para sempre, que não acontecerá.
Sobre o futuro, que não podemos mais ...
Esperar.
Sobre viver o hoje, se contentar.
Não deixar passar.

Sobre algumas esperanças, que tornam-se imediatistas.
Sobre o ter medidas, decepções e fim das expectativas.
Sobre tirar o melhor da realidade, sobre o não sonhar .
Pensei, mas me pareceu triste demais.


Cristiane, tentando amenizar.

Armazenar.



Esta sendo novo para mim.
Guardar, estocar, reduzir, compactar.
Optar por pen drives, baús, caixas com chave.

Produzo amor em excesso, mas agora...
Tenho que encaixotar.
Guardar zipado, dobrado, classificar.

Manter no sótão, cuidar para não mofar.
Esperar  a hora e a pessoa certa.
Para enfim, entregar.
O amor que eu costumava distribuir, sem contabilizar.


Cristiane, reduzindo amor.